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Nacional

Mostra de Cinema de Tiradentes põe em cena políticas públicas e participação social

25 de janeiro de 2026
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A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV) participou, neste sábado (24), de duas mesas da programação da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG). As atividades integraram o 4º Fórum de Tiradentes.
O ponto em comum entre os dois debates foi o engajamento de diferentes órgãos do governo, especialmente ministérios, em favor do audiovisual brasileiro. Também ficou em evidência o caráter participativo do setor audiovisual e da sociedade civil na construção das iniciativas, com políticas formuladas de maneira colaborativa e integrada.
No período da tarde, a SAV participou do debate Audiovisual como estratégia de Estado: convergências, indústria e desenvolvimento, com a presença da secretária Joelma Gonzaga e da diretora de Difusão e Preservação, Daniela Fernandes.
Joelma explicou o processo de articulação política que possibilitou a entrada do audiovisual na Nova Indústria Brasil (NIB). Segundo ela, o trabalho foi construído de forma colaborativa com outros ministérios e articulado com os diagnósticos utilizados na elaboração do Plano de Diretrizes e Metas.
“Quero louvar a integração dos ministérios nesses trabalhos. Quando for entregue o Plano de Diretrizes e Metas e quando for entregue a cadeira do audiovisual dentro da NIB, isso vai nos possibilitar enxergar uma foto geral do audiovisual do Brasil, com quase todos os elos da cadeia ali contemplados”, destacou a secretária do audiovisual.
Plano, metodologia e participação social
Daniela Fernandes apresentou a metodologia de construção do Plano de Diretrizes e Metas para o audiovisual brasileiro (PDM), suas diretrizes estruturantes e objetivos. A diretora destacou a participação social como eixo central do processo e como princípio das políticas públicas do governo.

Equipe do MinC e de agências estatais participa dos debates. Foto: Juliana Uepa/MinC
“A força da complementaridade está justamente no fato de que as políticas se potencializam entre si. O PDM aponta esse caminho”, ressaltou Daniela.
Bruna Boeckmann, assessora da Agência Nacional do Cinema (Ancine) , afirmou que o PDM é um plano participativo, executável e orientado a resultados concretos.
Indústria e desenvolvimento
Jussara Locatelli destacou o PDM como referência para as ações futuras do audiovisual brasileiro e ressaltou a importância da inclusão do setor na NIB, especialmente para pequenas e médias empresas.
Já Walkiria Barbosa, presidenta da Federação da Indústria e Comércio Audiovisual (Fica), afirmou que a entrada do audiovisual na NIB permite a inserção do setor em grandes acordos estratégicos e contribui para a modernização da indústria audiovisual. Ela também anunciou o início de uma pesquisa de mercado sobre a exportação de filmes brasileiros.
A mediação foi realizada por Débora Ivanov, da coordenação geral do 4º Fórum de Tiradentes.
Abertura do 4º Fórum
A secretária do Audiovisual também participou da sessão de abertura do 4º Fórum de Tiradentes, que teve como foco os desafios e as oportunidades para a consolidação de um ecossistema nacional do audiovisual.
Durante sua intervenção, Joelma afirmou que o reconhecimento atual do cinema brasileiro está diretamente relacionado ao contexto político e institucional do país. Segundo ela, a atuação da SAV é orientada por dados, evidências e planejamento de longo prazo, com foco na continuidade das políticas públicas.
Contribuições do debate
Representando o Ministério da Educação, Aline Zero afirmou que o cinema deve ser compreendido não apenas como bem cultural, mas como instrumento de formação e leitura de mundo.
Durval Ângelo, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, destacou a necessidade de convergência entre setores progressistas da cultura e do audiovisual diante do atual cenário político.
A diretora da Ancine, Patrícia Barcelos, apresentou um balanço das ações da agência em 2025 e anunciou a criação da Comissão de Gênero, Raça e Pessoa com Deficiência.
Francis Vogner dos Reis, coordenador curatorial da Mostra, ressaltou a complexidade do cinema brasileiro e a importância da preservação audiovisual, relacionando o tema à soberania imaginativa.
Também participaram do debate Juliano Lopes, prefeito em exercício de Belo Horizonte, Samara Castro, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e a deputada federal Jandira Feghali, que defendeu a soberania cultural, a convergência entre o setor audiovisual e o governo federal e a regulamentação das plataformas de Vídeo sob Demanda (VOD).
A mediação foi realizada por Tatiana Carvalho Costa, presidenta da APAN e membro do Conselho Superior de Cinema.

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