Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Curitiba
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe CuritibaInforme Curitiba
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Estamos enfrentando grandes esquemas de fraudes no Brasil, afirma ministro da CGU

12 de fevereiro de 2026
Compartilhar

Vinicius de Carvalho cita ações sobre descontos indevidos no INSS, Banco Master e de esquemas bilionários de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis como exemplos da reconstrução do aparato de fiscalização, controle e investigação no atual governoA Operação Sem Desconto, que desarticulou um esquema fraudulento de descontos associativos em folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS, a investigação sobre o rombo no Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que desarticulou organizações criminosas envolvidas em esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis, foram citadas pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, como exemplos do compromisso do Governo do Brasil no enfrentamento da corrupção e a garantia de políticas e serviços de qualidade para a população.
Durante o programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (12/1), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Carvalho falou sobre a reconstrução do aparato de fiscalização, controle e investigação no atual governo.

Nós estamos enfrentando grandes esquemas de fraudes no Brasil. Estamos dificultando a vida de quem atua no mercado, de quem atua na relação com o Estado de maneira fraudulenta, de maneira a lesar a população brasileira. Esse é o nosso objetivo. Aliás, esse deveria ser o objetivo de qualquer governo no Brasil. Porque essa política tem que ser uma política de Estado. Ninguém vai acabar com a corrupção num passe de mágica. A gente tem que trabalhar constantemente, aprimorando a nossa capacidade”, afirmou o ministro

“É um governo que, de fato, não deixa as coisas embaixo do tapete, coloca a luz nos problemas, dá liberdade para que a Polícia Federal, para que a CGU, para que a Receita Federal façam seu trabalho e façam seu trabalho de maneira coordenada”.
Ressonância magnética
Para o ministro da CGU, os casos citados acima começaram em governos anteriores, que não se preocupavam com o combate à corrupção. Ele usou como exemplo desta atuação uma comparação com uma cidade que tem um aparelho de ressonância magnética e outra que não possui. Na cidade que tem o aparelho, pessoas são detectadas com câncer e existe uma atuação de combate à doença. Na cidade que não tem, não existe índice e o prefeito afirma não haver doentes.

Em que cidade vocês preferem viver? Vocês preferem viver na cidade que tem a ressonância magnética, em que o prefeito reconhece o problema e enfrenta o problema, ou vocês preferem viver na cidade negacionista? Na cidade que porque não tem o equipamento de ressonância magnética, o prefeito finge que não tem casos de câncer na cidade? É isso que está em questão quando a gente fala de enfrentamento à corrupção”

“Isso revela a presença de corrupção que está sendo investigada, ou a gente vai tratar isso como se não houvesse corrupção antes e agora há? Então, veja, o caso do Banco Master começou agora? Não. O caso do INSS começou agora? O caso da Carbono Oculto começou agora? Estou citando três, podiam citar outros. São todos casos que começaram lá atrás, na época em que a cidade não tinha ressonância magnética. Agora tem”, explicou.
Leia também• Master é ‘abacaxi’ da gestão anterior e o BC está descascando agora, diz Haddad• Rombo do Banco Master será investigado até as últimas consequências, afirma Lula• Confiança nas instituições do Brasil cresce e lidera avanços na América Latina, aponta OCDE
Vinicius de Carvalho afirmou que o presidente Lula não politiza o combate à corrupção.
“É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia, como a gente tinha no Brasil, e não fazia nada. Não enfrentava o tema na verdade. Trocava delegado da polícia (Federal) que ele não gostava do que estava investigando. Teve um ministro da Justiça dele, inclusive, que saiu reclamando disso. Que o presidente intervia na Polícia federal, que o presidente não deixava as instituições trabalharem. Ou seja, é o prefeito da cidade que não quer ter uma ressonância magnética porque não quer que o problema seja identificado. E o presidente Lula quer que o problema seja identificado, quer que nós enfrentemos o problema”.
“E nós estamos enfrentando. Enfrentando da maneira correta, da maneira séria, garantindo os direitos de defesa que têm que ser garantidos, mas fazendo um trabalho rigoroso de enfrentamento à corrupção. Que é isso que é o desejo da sociedade brasileira”, disse.
Números
As auditorias no uso de recursos públicos são ferramentas da CGU no combate à corrupção. Em 2025, a pasta publicou 628 relatórios. Isso representa um aumento de aproximadamente 40% em relação a 2022 (381). No ano passado, a pasta fiscalizou a aplicação de recursos federais em 404 entes federativos, 167% a mais que o apurado em 2022 (151).
As auditorias da CGU geraram mais de R$ 40 bilhões em benefícios, crescimento de aproximadamente 25% que o apurado em 2021 (R$ 32,2 bilhões), e mais que o dobro do apurado em 2022 (R$ 19,6 bilhões)
As operações especiais realizadas pela CGU, em conjunto com órgãos de defesa, são parcerias que fortalecem as ações do Governo do Brasil para combater a corrupção e a má aplicação na gestão dos recursos públicos federais em todo o país. As 76 Operações Especiais da CGU realizadas em 2025 identificaram mais de R$ 13,6 bilhões em prejuízos potenciais aos cofres públicos, volume 46% maior que no ano anterior e 55 vezes mais que em 2022 (R$ 247 milhões).
A eficiência das operações aumentou. A média de prejuízos apurados em cada uma delas subiu de R$ 5,4 milhões por operação (2022) para R$ 188,6 milhões (2025). A atuação deixou de ser pulverizada para focar em esquemas sistêmicos.
“A CGU identificava nessas operações com a Polícia Federal, ao longo dos anos, uma média de prejuízo de R$ 400 milhões por ano. O ano passado, para vocês terem uma ideia, foram R$ 13 bilhões em prejuízos apurados. Isso significa que nos anos anteriores não tinha potencial de se fazer operações que chegassem a esse valor de R$ 13 bilhões? Eu acredito que não, só não se faziam”, afirmou.
*Texto em atualização
Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro
[embedded content]

Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Nacional

Entre o aluguel e o sonho: a classe média que o Minha Casa, Minha Vida passou a alcançar

11 de maio de 2026
Nacional

‘A justiça será feita’, defende Lula sobre memória de vítimas da Covid-19

11 de maio de 2026
Nacional

EBC apresenta estação de testes da TV 3.0 a embaixadores estrangeiros

11 de maio de 2026
Nacional

Redução da tarifa de energia gerada por Itaipu é destaque da Voz do Brasil desta 2ª

11 de maio de 2026
Nacional

Auxílio Reconstrução: mais 110 famílias mineiras estão com o benefício na conta

11 de maio de 2026
Nacional

Forças do estado e do Brasil prendem 230 e subtraem RS 94 milhões de facção em Natal

11 de maio de 2026