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Nacional

Nordeste puxa geração de empregos e semiárido concentra 2/3 das novas vagas em março

30 de abril de 2026
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A geração de empregos formais no Nordeste, em março, teve como principal motor o interior da Região. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pela Sudene, indicam que, do saldo de 25.138 vagas registradas no mês, o semiárido concentrou 16.834, equivalente a 67% do total regional. No recorte nacional, o Nordeste respondeu por 11% do saldo de empregos no País no período. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2026, a Região apresentou saldo de 49.630 vagas, pouco mais de 8% do total nacional. Os dados podem ser conferidos no Data Nordeste.
Na comparação com fevereiro, o saldo de empregos na Região cresceu quase 75%. A média salarial dos admitidos foi de R$ 2.029,61, enquanto a dos desligados ficou em R$ 2.069,63. No recorte por sexo, as mulheres responderam por 23.244 vagas, 92% do total, enquanto os homens somaram 1.894 postos. Apesar da maior participação feminina, a remuneração média das mulheres admitidas (R$ 1.955,67) ficou abaixo da registrada entre os homens (R$ 2.075,46).
“A geração de empregos no Nordeste, em março, foi puxada principalmente pelo setor de serviços, com destaque para áreas como educação e saúde, que tradicionalmente concentram maior participação feminina. Esse movimento também se observa em cidades de porte médio do semiárido, onde os serviços retomam as contratações. Parte desse dinamismo pode estar associada ao aumento da renda disponível, influenciado por medidas como a isenção do imposto de renda, que tendem a estimular o consumo e, por consequência, a demanda por serviços”, explica o economista e coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, José Farias.
Entre os estados, a Bahia liderou a geração de empregos em março, com 14.008 vagas, o equivalente a 55,72% do saldo regional. Em seguida aparecem Ceará (6.629), Piauí (3.308) e Pernambuco (3.287). Maranhão (1.430), Rio Grande do Norte (1.127) e Paraíba (930) também registraram saldos positivos, enquanto Alagoas (-5.243) e Sergipe (-338) apresentaram retração no período.
Setores
Na análise por setores, o desempenho do Nordeste em março foi fortemente concentrado em Serviços e Construção. O primeiro liderou com a criação de 29.346 vagas, resultado superior ao saldo total da Região, enquanto o segundo teve resultado positivo, com 8.387 novos postos e crescimento disseminado em todos os estados. A balança, no entanto, foi impactada pelas perdas registradas na Indústria (- 7.630) e na Agropecuária (-8.347).
Dentro dos serviços, o avanço foi puxado principalmente pelas atividades administrativas e serviços complementares, que responderam por 8.040 vagas, cerca de 27% do total do setor. Também se destacaram os segmentos de saúde e serviços sociais (6.346 postos) e educação (4.569). Em termos territoriais, Bahia (8.872), Pernambuco (5.900) e Ceará (5.368) concentraram a maior parte das contratações. Em termos proporcionais ao saldo de cada estado, o setor de Serviços foi destaque em todos os estados, sendo que, em seis deles, apresentou um saldo maior que o total do estado: Paraíba (215,1%), Pernambuco (179,5%), Maranhão (153,8%), Rio Grande do Norte (126,8%) e Alagoas e Sergipe, sendo que nestes dois últimos, os saldos do setor de Serviços foram positivos, enquanto os saldos totais dos estados foram negativos).
A Construção apresentou resultado positivo em todos os estados, com destaque para Pernambuco (3.069) e Bahia (2.722). Estes estados responderam por quase 60% das vagas do setor no mês.
Já o Comércio registrou um saldo positivo de 3.385 postos de trabalho. O estado de Pernambuco liderou o ranking com a geração de 1.198 postos, seguido por Piauí (740), Paraíba (713), Rio Grande do Norte (584), Alagoas (510), Ceará (387) e Sergipe (47). Maranhão e Bahia apresentaram déficits de, respectivamente, -761 e -33.
Na direção oposta, a Agropecuária (-8.347) e a Indústria (-7.630) puxaram o resultado geral para baixo. No caso da indústria, apenas Bahia (2.183), Ceará (1.297) e Piauí (458) registraram saldo positivo, enquanto os demais estados concentraram perdas, com destaque para Alagoas (-4.762) e Pernambuco (-4.052). Já no setor agropecuário, o desempenho negativo foi generalizado, sendo amenizado apenas pelos resultados da Bahia (156 postos) e Piauí (301 postos), os únicos estados a apresentarem saldos positivos na atividade.
Por Agnelo Câmara, da Sudene

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