Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Curitiba
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe CuritibaInforme Curitiba
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Geral

El Niño no Paraná deve provocar mais chuva e calor

14 de maio de 2026
Compartilhar

O Paraná deve sentir nos próximos meses os primeiros efeitos de um fenômeno climático que costuma alterar profundamente a rotina dos moradores do Sul do Brasil. Com previsão de evolução para uma condição forte a muito forte entre a primavera e o verão, o El Niño já começa a mudar o comportamento do clima no Estado e acende um alerta para temporais mais intensos, chuvas persistentes, alagamentos e deslizamentos. A expectativa dos meteorologistas é que o fenômeno ganhe força ao longo do inverno e atinja o pico no segundo semestre. Na prática, isso significa menos ondas de frio intenso e aumento gradual da umidade e das temperaturas. “O El Niño é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que favorece maior transporte de calor e umidade para o Sul do País. Historicamente, isso provoca mais chuva no Paraná”, explica o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib. Segundo ele, o cenário atual já aponta para uma configuração entre forte e muito forte. “Os impactos mais importantes para o Paraná serão chuva acima da média e temperaturas mais elevadas”, afirma.  A previsão do Simepar indica que todas as regiões do Estado devem registrar volumes de chuva acima da média histórica, especialmente na metade Sul. O comportamento, porém, não será de chuva constante, mas de eventos mais persistentes e concentrados. “Podemos ter vários dias consecutivos de precipitação, o que aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos”, diz Kneib. Segundo ele, a primavera tende a ser o período mais crítico, por já concentrar tempestades severas. O meteorologista também destaca que o inverno de 2026 deverá ser diferente do registrado no ano passado. “Será um inverno mais ameno e úmido. Em termos médios, as temperaturas podem ficar entre meio grau e um grau acima da média”, explica. El Niño no Paraná preocupa cidades vulneráveis As projeções colocaram a Defesa Civil do Paraná em estado de atenção. O órgão intensificou orientações aos municípios que historicamente sofrem com enchentes, enxurradas e movimentos de massa. De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, a prioridade é ampliar as ações preventivas antes da chegada dos períodos mais críticos. “A preparação está sendo feita em todo o Estado, especialmente nos locais que tradicionalmente sofrem com enchentes ou deslizamentos”, afirma. Entre as medidas reforçadas estão revisão de planos de contingência, atualização de áreas de risco, desobstrução de galerias pluviais e dragagem de rios e canais. O litoral aparece entre as áreas de maior preocupação. Em Morretes, a Defesa Civil realizou simulados de evacuação em áreas vulneráveis. Antonina também prepara um treinamento voltado à resposta em desastres. Schunig afirma que o Estado ampliou investimentos em prevenção nos últimos anos. “Estamos investindo em equipamentos, treinamento e ampliação das equipes de resposta”, diz.  Outro foco é a ampliação do monitoramento meteorológico. O governo iniciou a aquisição de novos radares por meio dos programas Monitora Paraná e Monitora Litoral. Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, a ideia é aumentar a precisão das previsões e agilizar os alertas à população. “Esses radares vão permitir orientar a população com mais antecedência para evitar transtornos e perdas”, afirma. Mais chuva, menos seca e redução de queimadas Apesar das preocupações relacionadas aos temporais, especialistas destacam que o El Niño também pode trazer efeitos positivos para o Paraná. Nos últimos anos, diversas regiões enfrentaram estiagem prolongada, redução dos reservatórios e aumento das queimadas florestais. A expectativa é que o aumento das chuvas ajude a amenizar esse cenário. “Nós já temos áreas do Paraná enfrentando seca há mais de um ano. A tendência é que essa condição vá perdendo força gradualmente”, explica Kneib. Segundo o meteorologista, a recuperação da umidade do solo deve beneficiar principalmente as regiões Norte, Oeste e Sudoeste. Outro reflexo esperado é a diminuição dos incêndios ambientais. Mesmo assim, os especialistas reforçam que o cenário exige atenção permanente da população, principalmente em áreas de risco. Embora ainda seja cedo para prever quais cidades serão mais impactadas, a avaliação técnica é que o Paraná deve enfrentar um segundo semestre marcado por mudanças significativas no clima. “O principal efeito será a combinação entre temperaturas mais altas e chuva acima da média, especialmente na primavera e no verão”, resume Kneib. Denominação de Origem Conheça o mel raro do interior do Paraná que nasce de floradas especiais e tem sabor suave Imigração Curitiba é a nova Miami: capital paranaense é a que mais recebe cubanos do Brasil Paixão compartilhada Futebol ajuda imigrantes venezuelanos a reconstruir vínculos em Curitiba Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Geral

Por que a falta de internet dificulta o acesso à informação no Brasil?

14 de maio de 2026
Geral

Paraná se torna o 4º estado com mais ações contra o crime organizado

13 de maio de 2026
Geral

Resultado da Quina 7024 de hoje 13/05: Veja os números

13 de maio de 2026
Geral

Resultado Lotofácil 3684 de hoje (13/05/2026): números sorteados

13 de maio de 2026
Geral

Mais de 8,4 mil garrafas de vinho falsificadas são apreendidas em Curitiba

13 de maio de 2026
Geral

Associação Comercial do Paraná critica fim da taxa das blusinhas

13 de maio de 2026