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Redução de homicídios no Paraná é registrada pela SESP

21 de maio de 2026
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A redução de homicídios no Paraná voltou a colocar o Estado entre os principais destaques nacionais na área de segurança pública. Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp-PR) mostram que o Paraná registrou 303 homicídios entre janeiro e março de 2026, o menor número da série recente para o período. No mesmo trimestre de 2025, foram 334 casos. Em 2024, 451. A queda acumulada em dois anos chega a aproximadamente 33%. O recuo também aparece em outros indicadores de criminalidade. Os latrocínios, que são os roubos seguidos de morte, caíram de 15 para nove ocorrências na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026. Já os roubos passaram de 4.075 para 3.152 casos no mesmo intervalo, retração de cerca de 23%. Para a Sesp-PR, a redução de homicídios no Paraná está ligada principalmente ao fortalecimento da integração entre as forças policiais e ao aumento dos investimentos em inteligência e tecnologia. Em resposta enviada à reportagem, a secretaria afirma que o Estado vive uma queda “consistente” nos índices criminais e destaca que o Paraná encerrou 2025 com taxa de 9,9 homicídios dolosos por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional. Segundo o órgão, os investimentos previstos em segurança pública para 2026 ultrapassam R$ 8 bilhões. A estrutura inclui desde viaturas blindadas e helicópteros até drones, equipamentos de monitoramento e tecnologia voltada à investigação criminal. “O trabalho de inteligência é fundamental, principalmente quando falamos no combate a grupos criminosos”, afirmou a pasta. A secretaria também relaciona os resultados à ampliação do efetivo policial e à integração operacional entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Polícia Penal. De acordo com a Sesp-PR, mais de 6,6 mil profissionais foram incorporados às forças de segurança entre 2019 e 2025. Redução de homicídios no Paraná segue movimento nacional Embora os investimentos em policiamento e inteligência apareçam como parte importante da explicação, especialistas afirmam que a redução de homicídios no Paraná acompanha um movimento mais amplo observado em diversas regiões do país e que o fenômeno não pode ser atribuído a um único fator. A advogada criminalista Melissa Paz Sandler, especialista em Direito Penal e Processo Penal pela Escola Paranaense de Direito, lembra que o Brasil vem registrando queda nas mortes violentas nos últimos anos. “Esse movimento acompanha um cenário nacional de redução dos homicídios”, afirma. Para ela, fatores sociais, econômicos e demográficos ajudam a explicar o comportamento dos índices. Um deles é o envelhecimento populacional. “Há menos homens jovens na população brasileira, justamente o grupo que concentra a maior parte das vítimas e autores de homicídios”, explica. Melissa também aponta mudanças no funcionamento das organizações criminosas como elemento relevante. Segundo ela, períodos de menor confronto entre facções reduzem disputas territoriais ligadas ao tráfico de drogas, o que impacta diretamente os assassinatos. Ao mesmo tempo, a especialista destaca que a ampliação do uso de tecnologia pelas forças de segurança trouxe resultados concretos. “O foco na elucidação de crimes violentos com monitoramento de fronteiras, câmeras de segurança e análise integrada de dados garante uma ação mais efetiva da autoridade policial”, afirma. Apesar da melhora nos indicadores, ela alerta que os dados precisam ser analisados com cautela. “Ao mesmo tempo que o país registra queda nos homicídios, os índices de feminicídio e violência contra a mulher continuam crescendo”, observa. Dados da segurança pública mostram queda de homicídios, roubos e latrocínios no Paraná no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os anos anteriores. Ilustração: ChatGPTEspecialistas defendem prevenção social para manter queda Gerson Rosa, professor de Direito Penal e Criminologia da UniCuritiba, avalia que os resultados recentes mostram avanço real na segurança pública paranaense, mas reforça que políticas repressivas sozinhas não conseguem sustentar a redução da violência a longo prazo. “É importante ter em mente que a polícia consegue resolver o problema imediato. Mas, quando o problema social que está por trás não é solucionado, ele volta a se repetir”, afirma. Segundo ele, ações ligadas à educação, emprego, moradia e inclusão social fazem parte da chamada prevenção primária da criminalidade e são essenciais para reduzir a violência de forma permanente. Ao mesmo tempo, Rosa reconhece que investimentos em tecnologia e inteligência policial aumentam a eficiência das operações e tornam a atuação das forças de segurança mais estratégica. “A inteligência, a tecnologia e a integração policial tornam a intervenção penal mais assertiva e menos lesiva”, diz. O professor também chama atenção para a concentração da violência nos grandes centros urbanos. Para ele, municípios menores tendem a registrar menos homicídios porque mantêm relações comunitárias mais próximas e mecanismos informais de controle social mais fortes. Mesmo com os avanços, Rosa considera que a segurança pública continuará sendo um desafio permanente. “Sempre e onde houver um corpo social, haverá a prática de algum crime. O importante é que o Estado consiga controlar esses índices e impedir o avanço da criminalidade violenta”, conclui. Entrevista “Nunca imaginei viver mais de 30 anos”, Renato Freitas relembra infância e comenta vida política Tribuna Entrevista “Eu não costumo tirar segundo lugar”, diz Rafael Greca, pré-candidato ao governo do Paraná Cafeicultura Paraná mira em cafés especiais para recuperar relevância após Geada Negra Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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