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Governo do Brasil avança na discussão para ampliar mistura de etanol na gasolina

9 de junho de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta terça-feira, 9 de junho, com ministros e com representantes do setor de etanol para discutir o fortalecimento da política nacional de biocombustíveis e a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. Durante o encontro, foi debatida a possibilidade de elevar o percentual da mistura para 32% (E32), medida que será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas.
A proposta foi apresentada pelo setor produtivo. A medida foi defendida como instrumento para reduzir importações de gasolina, aumentar a segurança energética, estimular a produção nacional, gerar empregos, reduzir emissões e contribuir para preços mais baixos dos combustíveis.
“Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor e que vai ser submetida, por determinação do presidente da República, ao próximo Conselho Nacional de Política Energética, que será marcado nos próximos 15 dias, para que a gente, definitivamente, possa debater e eu espero deliberar sobre o tema”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Recebemos hoje no Palácio do Planalto representantes do setor de etanol. O setor tem tido um importante papel nos avanços da descarbonização no Brasil. A adoção do etanol junto à gasolina tem importante contribuição para a transição energética sustentável do Brasil, além de… pic.twitter.com/JaiIdIB6Iu
— Lula (@LulaOficial) June 9, 2026

COMBUSTÍVEL DO FUTURO — O ministro explicou que a Lei do Combustível do Futuro expandiu o limite até E35, mas estudos técnicos já mostram viabilidade até E32 . “Há um reconhecimento de todos os presentes sobre as políticas públicas implementadas nesses três anos e meio, sob a liderança do presidente Lula, com a aprovação do Combustível do Futuro, que permitiu a ampliação da mistura do etanol até o E30”, afirmou.
De acordo com Silveira, o aumento da mistura deve representar 450 milhões de litros a menos de gasolina importada pelo Brasil, gerando autossuficiência, mitigando os impactos da volatilidade de preços decorrente de guerras internacionais e reduzindo o preço final na bomba. “É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país”, enfatizou o ministro.
A medida também contribuiria para reduzir a exposição do país às oscilações do mercado internacional de petróleo.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA — O titular de Minas e Energia afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque na transição energética global graças às políticas públicas voltadas aos biocombustíveis e às fontes renováveis desenvolvidas ao longo dos últimos anos. “O fundamental é que a gente reconheça que nós estamos conseguindo, com essa integração do nosso governo, com a liderança do presidente da República, minimizar os impactos da guerra no Brasil, fazendo com que a economia continue avançando positivamente a favor de brasileiras e brasileiros”, registrou Alexandre Silveira.
O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), Evandro Gussi, destacou que o presidente Lula tem clareza sobre o papel estratégico do etanol para o país e destacou que a mistura já foi testada com sucesso: “A gente já tinha testado, como país, 32%. Nós estamos aqui muito animados com essa consciência de que o Brasil pode reduzir o consumo de gasolina importada, o consumidor economizar no seu abastecimento, garantindo mais sustentabilidade e segurança energética para o país”, acrescentou.
Já Mário Campos, presidente da SIAMIG Bioenergia, afirmou que as políticas públicas implementadas nos últimos anos impulsionaram investimentos e ampliaram a capacidade produtiva do setor, que deverá registrar um aumento superior a 4 bilhões de litros de etanol neste ano. “Nos últimos anos, foram criadas políticas públicas que fizeram com que o setor respondesse com aumento de produção. Neste ano, vamos ter mais de 4 bilhões de litros de etanol a mais na nossa produção. É uma oportunidade para o Brasil para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte”, destacou.

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