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Pesquisa diz que maioria concorda com corte de árvores em obras da Arthur Bernardes. Ativista contesta

9 de junho de 2026
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Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 25 e 28 de maio informa que 75,8% dos entrevistados são favoráveis ao corte de árvores do canteiro central da Avenida Arthur Bernardes para obras de melhoria do trânsito, enquanto 21,1% são contrários à intervenção, e 3,1% não sabem ou não responderam. O levantamento, que não traz a informação sobre quem o encomendou, ouviu 800 pessoas da área pesquisada. O corte de árvores está previsto no projeto de ampliação viária para o Novo Inter 2. Segundo o site da prefeitura que explica o projeto, tanto a linha direta quanto a paradora vão contar com vias exclusivas no itinerário circular que conecta os seis eixos estruturais de transporte da cidade: Norte, Sul, Leste, Oeste, Boqueirão e Linha Verde. O perfil da amostra adotado pela pesquisa abordou entrevistados por gênero – 45,9% homens e 54,1% mulheres; faixa etária – de 16 a 24 anos (10,4%); 25 a 34 (17,8%); 35 a 44 (19,9%); 45 a 59 (26,4%); e a partir dos 60 anos (25,6%); escolaridade – 61,7% até o ensino médio e 38,3% com ensino superior; e nível econômico – 71,4% de PEA (população economicamente ativa) e 28,6% não PEA. A amostragem, informa o instituto, atinge grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro cerca de 3,5 pontos percentuais. O contingente de favoráveis às obras é maior entre a população masculina (77,9%) a partir dos 60 anos (85,4%). O grupo de contrários à alteração no canteiro central da avenida é maior entre jovens de 16 a 24 anos (30,1%) e entre as mulheres (22,6%). Quanto às localidades, o levantamento registrou que 61,7% dos entrevistados situados no bairro do Portão são a favor das obras, enquanto 33,3% são contrários e 4,9% não sabem ou não opinaram. Em Demais regiões de Curitiba, segundo informa a pesquisa, 77,3% são favoráveis às intervenções; 19,7% são contra e 2,9% disseram não saber ou não opinaram. Os dados registram uma leve mudança em comparação a abril do ano passado, quando uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas apontou que 78,6% dos entrevistados concordavam com as obras no canteiro central da avenida, enquanto 17,7% se posicionaram contrários à intervenção. Na ocasião, 3,7% não souberam dizer ou não responderam ao questionamento. A reportagem tentou contato com o Instituto Paraná Pesquisas mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. Procurada pela Tribuna, a Prefeitura de Curitiba disse que não vai comentar o resultado da pesquisa. Ativista ambiental contesta pesquisa A ativista Verônica Rodrigues, do movimento SOS Arthur Bernardes, contesta o resultado. “A gente precisa saber quem contratou, quem pagou [pela pesquisa], isso é um direito”, afirma. Ela afirma não ser essa a percepção que o movimento tem a partir das ações que promove e também por meio das redes sociais. Em abaixo-assinado, o movimento colheu mais de 18,5 mil assinaturas contra o corte de árvores do canteiro central da avenida, e que um segundo será realizado em breve. O perfil do SOS Arthur Bernardes no Instagram conta hoje com mais de 15 mil seguidores. “Por onde a gente passa, a gente percebe que a comunidade de Curitiba está entendendo a gravidade de se cortar uma árvore adulta, saudável”, contesta. Na última segunda-feira (8), Verônica entregou à Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) documento em que solicita acompanhamento, fiscalização e apuração de possíveis impactos ambientais, climáticos, urbanísticos e sociais relacionados ao Programa Inter 2. A carta pede, entre outras respostas, a divulgação do número de árvores já removidas e das que ainda podem ser cortadas, a publicação de estudos técnicos e laudos que serviram de base para as autorizações de corte, cobra a apresentação de avaliações sobre os impactos das obras na temperatura urbana, na drenagem, na biodiversidade e na qualidade do ar. Na carta, a ativista demonstra preocupação também com os impactos sociais e econômicos das obras, incluindo possíveis danos a edificações, fechamento de estabelecimentos comerciais e medidas adotadas para prevenir ou reparar os prejuízos causados pelas intervenções. Há ainda pedidos específicos de revisão do projeto em execução do Parque Linear Arthur Bernardes, a reavaliação da ampliação de faixas de tráfego e a expansão dos espaços verdes na região. Na entrega do documento, feito ao presidente da Comissão, deputado Arlison Chiorato (PT), Verônica sugeriu à Alep a realização de audiências públicas, a criação de grupos de trabalho ou outros instrumentos institucionais que aprofundem a análise dos impactos associados ao Programa Inter 2 e à revisão do Plano Diretor. Desde 2024, moradores dos bairros Portão, Seminário, Vila Izabel e Santa Quitéria demonstram preocupação com os impactos ambientais da obra do Novo Inter 2 e com o planejamento desses cortes. Entrevista “Nunca imaginei viver mais de 30 anos”, Renato Freitas relembra infância e comenta vida política Tribuna Entrevista “Eu não costumo tirar segundo lugar”, diz Rafael Greca, pré-candidato ao governo do Paraná Cafeicultura Paraná mira em cafés especiais para recuperar relevância após Geada Negra Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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