O Brasil alcançou a menor taxa de subutilização da força de trabalho desde o início da série histórica em 2012. O índice chegou a 13,3% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O recorde anterior era de 13,4%, registrado no último trimestre de 2025. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de subutilização mede a parcela da população em idade de trabalhar que não é plenamente aproveitada pelo mercado e gostaria de trabalhar mais. Esse indicador é diferente da taxa de desemprego, que estava em 5,6% até maio. No trimestre encerrado em maio, o número de subutilizados alcançou 15,1 milhões de pessoas, uma queda de 5,7% em relação ao trimestre anterior, quando eram 16 milhões. A subutilização abrange três grupos: desocupados que procuraram vaga nos últimos 30 dias, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (quem quer trabalhar mais horas mas não consegue completar 40 horas semanais) e a força de trabalho potencial. Este último grupo inclui os desalentados, que não procuram emprego porque acreditam que não vão encontrar, e os não desalentados, que querem trabalhar mas não procuram vaga ou não estavam disponíveis para começar. Em um ano, 1,9 milhão de pessoas deixaram a condição de subutilizados. A maior taxa já registrada foi de 30,7% no trimestre até agosto de 2020, durante a pandemia de covid-19. Antes da pandemia, o pico havia sido de 25% em maio de 2019, quando 28,4 milhões de pessoas estavam nessa condição. O analista da pesquisa, William Kratochwill, afirma que a queda do indicador mostra que o mercado de trabalho está aquecido e absorvendo toda mão de obra disponível. Segundo ele, com a mão de obra ficando mais escassa, o preço do trabalho tende a subir e as condições das ofertas de emprego devem melhorar. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google