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Correios registram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre

29 de junho de 2026
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Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, quase o dobro do mesmo período do ano anterior. A estatal enfrenta uma crise financeira profunda mesmo com socorro do governo federal e planos de reestruturação em andamento. As informações são da Gazeta do Povo. A empresa havia lucrado em 2021, mas entrou em queda livre desde então. Em 2025, o rombo atingiu o recorde de R$ 8,5 bilhões. Os números do primeiro trimestre deste ano indicam que as contas podem fechar no vermelho histórico até dezembro, mostrando que as medidas de economia adotadas não estão funcionando. Plano de recuperação não ataca a raiz do problema O plano de recuperação foca em reduzir despesas imediatas, como fechar agências e oferecer demissão voluntária aos funcionários. Porém, a adesão dos trabalhadores aos programas de saída ficou abaixo do esperado. Os gastos administrativos continuam subindo por causa de reajustes salariais, inflação e dívidas judiciais que a empresa precisa pagar. O maior desafio é a concorrência privada. Enquanto os Correios lidam com processos manuais e infraestrutura antiga, empresas como Mercado Livre e Amazon investiram bilhões em tecnologia, centros de distribuição modernos e entrega ultra-rápida. A estatal perdeu mercado justamente no comércio eletrônico, onde deveria crescer para se salvar financeiramente. Governo oferece garantia da União para empréstimos O Tesouro Nacional atua como fiador dos Correios. Se a empresa pegar bilhões emprestados e não conseguir pagar a dívida, é o governo federal quem terá de quitar a conta. Especialistas alertam que isso gera um risco fiscal alto, pois a estatal está se endividando sem garantir novos lucros. A análise predominante é de que o governo tenta evitar decisões impopulares antes das eleições de 2026. Independentemente de quem vença o pleito presidencial, será necessário um ajuste estrutural profundo, que pode incluir desde uma capitalização direta até a retomada de discussões sobre o modelo de gestão da companhia. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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