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Gastos militares globais impulsionam indústria bélica brasileira

30 de junho de 2026
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Os gastos militares globais cresceram 2,9% em 2025 e atingiram US$ 2,9 trilhões, impulsionados por conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. No Brasil, o aumento foi quatro vezes maior: 13% em termos reais, totalizando US$ 23,9 bilhões investidos em defesa. As informações são da Gazeta do Povo. O país direcionou os recursos para desenvolvimento tecnológico naval e custos com pessoal militar, enquanto as importações de sistemas de armas cresceram 150% entre 2021 e 2025. A indústria bélica brasileira se beneficia do cenário global. O Ministério da Defesa liberou autorizações para US$ 3,1 bilhões em exportações em 2025, 74% a mais que no ano anterior. Os principais programas são a produção do caça Gripen, das fragatas da classe Tamandaré e do cargueiro militar KC-390 Millennium. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), a expansão brasileira é explicada pelo aumento dos investimentos no setor naval e pela elevação dos custos com pessoal militar. A Embraer, de São José dos Campos (SP), é a maior empresa brasileira no segmento de defesa e segurança, com uma carteira de pedidos de US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O cargueiro KC-390 Millennium lidera a lista, com 32 unidades em contratos para a Força Aérea Brasileira e oito países europeus e asiáticos. Um acordo com os Emirados Árabes Unidos prevê dez unidades firmes e dez opções, marcando a primeira venda para o Oriente Médio. O A-29 Super Tucano complementa a carteira com 27 unidades para entregar a Portugal, Filipinas e Uruguai. A Embraer também disputa uma concorrência indiana avaliada em US$ 11 bilhões para substituir cargueiros militares de origem soviética. O edital será lançado nos próximos meses, com anúncio do vencedor previsto para o final de 2027. Segundo Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, o projeto vai requerer uma localização da montagem do avião na Índia. A Avibrás, de Jacareí (SP), retomou as atividades no final de abril após uma greve de 1.281 dias. A empresa recebeu um aporte de R$ 300 milhões de um grupo de investidores, entre eles Joesley Batista, do grupo JBS. Rebatizada como Avibrás Aeroco, a nova gestão pretende focar em tecnologias de propulsão e integração de mísseis. O Ministério da Defesa credenciou a empresa como estratégica de defesa, o que dá acesso a compras públicas direcionadas e incentivos à inovação. A Taurus Armas, de São Leopoldo (RS), passa por uma transição estratégica buscando reforçar seu posicionamento internacional. No final do primeiro trimestre, sua carteira de pedidos estava próxima de US$ 100 milhões, principalmente dos Estados Unidos. A empresa também conta com a expansão da parceria empresarial JD Taurus na Índia, que já entregou 14 mil armas no primeiro trimestre de 2026. A Taurus planeja adquirir o controle da Mertsav, fabricante turca de metralhadoras, para dominar tecnologias de grande calibre. A sueca Saab vê o Brasil como um pilar para suas operações globais de defesa. A entrega do primeiro caça Gripen produzido em solo brasileiro, no final de março, simboliza a força da parceria. Um dos compromissos da multinacional é que 15 das 36 aeronaves encomendadas sejam fabricadas no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, anunciou no início de junho o interesse do governo brasileiro em adquirir mais 20 caças Gripen para a Força Aérea Brasileira. Uma sociedade envolvendo a Thyssen Krupp e a Embraer foi criada há quatro anos em Itajaí (SC) para desenvolver o Programa de Fragatas Classe Tamandaré da Marinha. A primeira fragata foi lançada ao mar em 24 de abril. Outras três, do primeiro lote, devem ser concluídas até 2029. Um memorando foi assinado para a construção de um segundo lote de quatro embarcações. Desde que a TKMS comprou o estaleiro Oceana em outubro de 2020, o número de empregados com carteira assinada na construção naval mais que dobrou em Itajaí e Navegantes, atingindo mais de 4,9 mil trabalhadores. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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