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Governo vai renegociar dívidas do agro com prazo de até 10 anos

9 de julho de 2026
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O governo federal deve publicar até a próxima semana uma medida provisória para renegociar dívidas do setor agropecuário. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (9) que o texto está em fase final de negociação com o Congresso Nacional e representantes do setor. A proposta prevê prazos de até dez anos para produtores afetados por crises climáticas quitarem seus débitos. As informações são da Agência Brasil. Durigan explicou que o governo negocia há mais de um ano com deputados e senadores de diferentes comissões. A medida provisória entra em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias. Produtores terão que comprovar perdas climáticas O ministro detalhou que o prazo de dez anos será concedido apenas para produtores que comprovarem perdas graves causadas por fenômenos climáticos severos, como inundações e estiagem, em safras repetidas. Esses agricultores terão até dois anos de carência para começar a pagar as dívidas renegociadas. O limite de renegociação será de até 8 milhões de reais por CPF para grandes produtores afetados pelo clima. A proposta também contempla agricultores prejudicados pela volatilidade do mercado, ou seja, pela variação extrema de preços. Nesse caso, grandes produtores poderão renegociar dívidas até o limite de 4 milhões de reais. Taxas de juros variam conforme tamanho do produtor As taxas de juros ainda estão sendo definidas. Uma das propostas em debate prevê 6% ao ano para pequenos agricultores, 9% para médios e no máximo 12% para grandes produtores. Segundo Durigan, se aprovadas, as mudanças vão representar custos adicionais de 2 bilhões a 3 bilhões de reais ao ano. No geral, o pacote exigirá pouco mais de 100 bilhões de reais dos cofres públicos. O governo também estuda criar um fundo garantidor do agro, nos moldes do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) usado pelo setor bancário. A medida provisória deve incluir regras para instituições financeiras aceitarem garantias dadas por produtores inadimplentes em operações anteriores e exigirem garantias proporcionais ao valor da operação. Durigan alertou que bancos têm relatado aumento da inadimplência nos últimos meses. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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