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Empresa do Paraná amplia frota de caminhões movidos a biodiesel

9 de julho de 2026
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A entrega de 31 caminhões capazes de rodar com biodiesel puro marcou mais um passo da estratégia do Grupo Potencial para ampliar o uso de combustíveis renováveis no transporte pesado. Os veículos, fornecidos pela Volvo, serão utilizados no transporte de soja, farelo e combustíveis nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e fazem parte de um plano mais amplo da empresa paranaense, que prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões até 2030 para expandir sua produção de biocombustíveis. Com o novo lote, a empresa passa a contar com cerca de 45 caminhões Volvo FH B100 Flex, modelo desenvolvido para operar com biodiesel (B100) ou diesel convencional. Segundo a fabricante, quando abastecido exclusivamente com biodiesel, o veículo pode reduzir em até 90% as emissões de dióxido de carbono (CO₂), dependendo da origem e do processo de produção do combustível. Para o diretor-executivo da Volvo Caminhões, Alcides Cavalcanti, a parceria demonstra que já existem alternativas viáveis para reduzir as emissões no transporte rodoviário. “A Potencial acreditou no projeto desde o início e o resultado é uma relação cada vez mais forte, atendendo tanto às necessidades operacionais quanto às metas de sustentabilidade”, afirmou durante a entrega dos veículos. Grupo Potencial aposta na expansão dos biocombustíveis A renovação da frota integra um plano maior de crescimento da empresa, sediada na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. Até o fim da década, a capacidade instalada de produção de biodiesel deverá praticamente dobrar, passando dos atuais 900 milhões para cerca de 1,7 bilhão de litros por ano. Segundo o vice-presidente Comercial, de Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, a expectativa é que o mercado acompanhe esse avanço caso seja mantido o cronograma previsto na Lei do Combustível do Futuro, que estabelece o aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. “Se atingirmos o teto de B20 até 2030, veremos um incremento de demanda da ordem de 5 bilhões de litros no mercado nacional. Mesmo com esse crescimento, o Brasil ainda terá capacidade para atender essa expansão”, afirma. Hoje, o diesel comercializado nos postos brasileiros já contém uma parcela obrigatória de biodiesel. Essa mistura é identificada pela letra “B” seguida do percentual do biocombustível presente no combustível fóssil — o B15, por exemplo, reúne 15% de biodiesel e 85% de diesel mineral. A Lei do Combustível do Futuro estabelece uma elevação gradual dessa proporção, com a meta de chegar ao B20, equivalente a 20% de biodiesel na composição. Para o setor, a medida reduz as emissões de gases de efeito estufa e amplia o aproveitamento da produção agrícola nacional.  A empresa também pretende transformar gradualmente toda a sua frota para operar com combustíveis renováveis. Segundo Hammerschmidt, a substituição seguirá o ciclo natural de renovação dos veículos. “À medida que os ciclos de cinco a sete anos forem sendo concluídos, projetamos que 100% da nossa frota rodará abastecida integralmente por moléculas renováveis, como o biodiesel e o biometano”, explica. Biodiesel ganha espaço na transição energética Além da expansão industrial, o Grupo Potencial vê o biodiesel como uma ferramenta para reduzir a dependência brasileira da importação de diesel fóssil. De acordo com Hammerschmidt, elevar a mistura obrigatória do atual patamar para B20 poderia substituir cerca de 5 bilhões de litros de diesel importado. “Quando importamos combustível fóssil, exportamos divisas e importamos empregos. Industrializar nossa matéria-prima significa gerar riqueza, renda e investimentos dentro do Brasil”, afirma. Ele ressalta, no entanto, que a previsibilidade regulatória continua sendo um dos principais desafios para o setor. “Os investimentos seguem firmes porque acreditamos que a descarbonização é um caminho irreversível. Mas o atraso na implementação da lei representa um entrave para a segurança energética do país”, diz. Além do biodiesel, o Grupo Potencial mantém investimentos em outras fontes renováveis, como etanol de milho, biogás, biometano e estudos para produção de SAF, o combustível sustentável de aviação. Na avaliação da empresa, o Paraná reúne condições favoráveis para liderar esse movimento. A combinação entre forte produção agrícola, infraestrutura logística e proximidade dos portos coloca o estado em posição estratégica para ampliar a fabricação de combustíveis renováveis e atender ao crescimento esperado da demanda nacional. “O Paraná reúne condições geográficas e econômicas únicas por ser o segundo maior produtor de grãos e soja do país, além de estar estrategicamente próximo a grandes complexos portuários. O estado tem a infraestrutura e o campo a seu favor para ser a grande vitrine nacional de combustíveis renováveis”, afirma Hammerschmidt. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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