O Brasil volta a debater uma nova reforma da Previdência em 2026 porque decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional enfraqueceram a reforma de 2019, aumentando o déficit fiscal. Economistas alertam que o envelhecimento acelerado da população e o crescimento da informalidade no mercado de trabalho exigem medidas urgentes para evitar o colapso das contas públicas nos próximos anos. As informações são da Gazeta do Povo. O STF derrubou pontos importantes da reforma anterior, como a idade mínima para aposentadoria de policiais mulheres e de trabalhadores em atividades de risco, conhecida como aposentadoria especial. O Congresso também criou novas exceções para categorias como agentes de saúde, gerando impacto bilionário. Essas mudanças fazem com que as despesas do governo voltem a crescer mais rápido do que o planejado. O Brasil está envelhecendo de forma muito rápida. Em 2050, a expectativa de vida deve passar dos 81 anos. O problema é que a taxa de natalidade caiu e a população em idade de trabalhar parou de crescer. Hoje, os gastos com previdência já consomem cerca de 12% de toda a riqueza produzida no país, o PIB. Em breve, haverá o dobro de aposentados para o mesmo número de trabalhadores ativos contribuindo. O modelo atual foi criado para quem tem carteira assinada e contribui por décadas. Hoje, milhões de pessoas são microempreendedores individuais, os MEIs, ou trabalham por aplicativos. Os MEIs contribuem com apenas 5% do salário mínimo, um valor muito baixo para sustentar o sistema. Já os trabalhadores de plataformas digitais, em sua maioria, não contribuem regularmente, reduzindo o dinheiro que entra no caixa do INSS. Economistas sugerem um sistema de quatro pilares: um benefício universal para todos os idosos, um INSS enxuto e único para setor privado, servidores e militares, contas individuais onde cada um guarda o seu dinheiro, e planos privados. Uma ideia drástica é limitar o pagamento em dinheiro de aposentadorias muito altas, convertendo o excedente em títulos públicos que poderiam ser vendidos no mercado. Embora o tema seja impopular e evitado durante campanhas eleitorais, especialistas acreditam que não há como fugir do debate. A previsão é que a nova reforma ganhe prioridade logo no início do próximo governo, preferencialmente nos dois primeiros anos de mandato. O objetivo é garantir que o Estado ainda tenha dinheiro para outras áreas, como saúde e segurança, já que a Previdência consome quase todo o orçamento. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google