O Conselho Monetário Nacional autorizou as instituições financeiras a cobrarem os juros do Fies Empreendedor antes do início do pagamento das parcelas do empréstimo. A mudança foi publicada em resolução na última sexta-feira (10) e altera as condições da linha de crédito criada pelo governo federal. As informações são da Gazeta do Povo. Antes, o prazo de carência cobria tanto o valor principal quanto os juros. Agora, apenas a quantia contratada fica suspensa. Se o beneficiário não pagar os juros durante a carência, a instituição pode aumentar o saldo devedor por meio de juros sobre juros, uma prática conhecida como capitalização. A resolução manteve os prazos já estabelecidos. Para pessoa física, o limite é de R$ 80 mil, com até seis meses para começar a pagar e até cinco anos para quitar, com juros de 11% ao ano. Para pessoa jurídica, o limite sobe para R$ 180 mil, com até um ano de carência e até oito anos para quitar, mantendo a mesma taxa de juros. O governo liberou R$ 1 bilhão para os financiamentos via Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Para aderir, o interessado precisa estar em dia com o Fies. No caso de empresas, pelo menos um sócio deve atender essa condição. O programa também prevê bloqueio dos CPFs dos beneficiários em plataformas de apostas por seis meses. Segundo o Ministério da Educação, o objetivo é combater a inadimplência do Fies, facilitar a criação do primeiro negócio após a formação e oferecer créditos mais vantajosos que o mercado tradicional. A pasta estima que até 125 mil beneficiários possam solicitar o financiamento. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google