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Varejo brasileiro cresce apenas 0,1% em maio com queda em supermercados

16 de julho de 2026
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O comércio brasileiro praticamente estagnou em maio, com crescimento de apenas 0,1% na comparação com abril, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (16). O resultado mostra uma recuperação lenta após a queda de 1,6% registrada no mês anterior. As informações são da Gazeta do Povo. O principal motivo para o desempenho fraco foi a queda de 1,5% nas vendas de hiper e supermercados, o maior segmento do varejo. Também pesaram negativamente as vendas de equipamentos de informática e comunicação, além de outros artigos de uso pessoal e doméstico. Na comparação com maio de 2025, o varejo cresceu apenas 0,4%. Alguns setores conseguiram crescer, mas não tiveram força suficiente para impulsionar o comércio. Livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 15,2%, seguidos por tecidos, vestuário e calçados (3,1%), móveis e eletrodomésticos (2,7%), artigos farmacêuticos (1,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,1%). O varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado de alimentos, teve desempenho ainda pior. O indicador caiu 0,2% frente a abril e recuou 0,6% em relação a maio de 2025, pressionado pela queda de 7,7% no atacado especializado de alimentos, bebidas e fumo e pelo recuo de 1,8% nas vendas de material de construção. Apenas 11 dos 26 estados e o Distrito Federal registraram crescimento nas vendas do varejo na comparação com abril. O DF liderou com alta de 1,6%, seguido por Acre, Alagoas e Paraíba, todos com 1,5%. Já Rondônia e Roraima tiveram as maiores quedas, ambos com recuo de 3,4%. Na comparação com maio de 2025, o comércio varejista avançou em 12 estados. Tocantins registrou o melhor resultado, com alta de 12,3%, seguido por Pernambuco (7,4%) e Santa Catarina (7%). São Paulo teve a maior queda no varejo ampliado, com recuo de 6,4%. O desempenho fraco reflete um cenário econômico que vem reduzindo o ritmo do consumo das famílias. Com juros elevados, crédito mais caro e inflação pressionando itens essenciais, o consumidor passou a priorizar gastos básicos e adiar compras de maior valor, afetando principalmente os segmentos mais dependentes de financiamento. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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