Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Curitiba
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe CuritibaInforme Curitiba
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Geral

Curitiba aprova escolas cívico-militares: 11 unidades podem mudar e sindicato reage

17 de julho de 2026
Compartilhar

A possibilidade de implantação das escolas cívico-militares na rede municipal de Curitiba recolocou em pauta um debate que vai além da criação de um novo modelo de ensino: afinal, reforçar a disciplina pode melhorar a aprendizagem ou os desafios das escolas públicas passam por outras soluções? A discussão ganhou força após a sanção da Lei Municipal nº 16.754/2026, assinada pelo prefeito em exercício Leonidas Dias (Podemos) durante viagem internacional do prefeito Eduardo Pimentel (PSD). A norma estabelece diretrizes para eventual implantação de ações inspiradas no modelo cívico-militar nas escolas municipais que atendem estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Apesar de ter ficado conhecida como a lei das escolas cívico-militares, o texto aprovado não determina a criação imediata dessas unidades, mas define princípios para fortalecer valores cívicos, convivência ética e cidadania na rede municipal. Na prática, a eventual adoção dependerá de regulamentação da Prefeitura e da realização de consulta pública nas 11 escolas municipais aptas a participar do programa, envolvendo professores, funcionários, estudantes e famílias. Escolas cívico-militares apostam na disciplina como aliada da aprendizagem Para os autores da proposta, o principal objetivo é oferecer um ambiente escolar mais organizado e seguro, sem alterar o trabalho pedagógico desenvolvido pelos professores. Um dos autores da lei, o vereador Guilherme Kilter (Novo) afirma que o modelo busca atuar justamente na faixa etária em que os problemas de disciplina tendem a se intensificar. “Não acredito que seja necessário implementar o modelo na educação infantil ou nos anos iniciais do ensino fundamental. Mas, a partir do fundamental II, quando os alunos têm entre 11 e 14 anos, a disciplina pode começar a ser um problema, e é aí que o projeto ajuda”, afirma. Segundo o parlamentar, a proposta não interfere no conteúdo ministrado em sala de aula. “A parte pedagógica continua 100% a cargo de professores e pedagogos. Mas a presença de um profissional de segurança torna o ambiente mais seguro, o que melhora as condições de ensino e de aprendizagem.” A vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), também autora da iniciativa, afirma que o projeto nasceu a partir de pedidos de pais preocupados com episódios de violência, ameaças, bullying e uso de drogas nas escolas. Para ela, o fortalecimento de valores como respeito, disciplina e cidadania pode contribuir para a formação dos estudantes, especialmente daqueles que vivem em contextos de maior vulnerabilidade social. Ela ressalta que a legislação não prevê substituição de professores, nem determina a presença obrigatória de militares nas escolas. Segundo a vereadora, qualquer implementação dependerá da decisão da Prefeitura e da aprovação da comunidade escolar por meio de consulta pública. A experiência da rede estadual é apontada pelos defensores como um indicativo de que o modelo pode produzir resultados positivos. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informa que as escolas cívico-militares registram aprovação de 89,3% dos pais e responsáveis e de 90,4% de professores e pedagogos, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas. A pasta também informa que atualmente há cerca de 10 mil estudantes na fila de espera por vagas nessas unidades. Nos indicadores educacionais, a Seed afirma que os colégios cívico-militares alcançaram Ideb de 5,43 nos anos finais do ensino fundamental e de 4,75 no ensino médio, desempenho superior às médias gerais da rede estadual. A secretaria ressalta ainda que os monitores militares atuam exclusivamente em atividades administrativas, organizacionais e de apoio à rotina escolar, sem exercer funções pedagógicas. Escolas cívico-militares encontram resistência entre servidores Se, para os defensores, a disciplina representa um caminho para melhorar o ambiente escolar, representantes dos servidores municipais avaliam que os desafios enfrentados pelas escolas têm origem mais ampla. Na avaliação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), questões relacionadas à convivência escolar estão ligadas também a fatores sociais, familiares e econômicos, e não seriam resolvidas apenas com um modelo inspirado na organização militar. A entidade afirma que a rede municipal já dispõe de profissionais preparados para mediar conflitos e sustenta que o principal problema hoje é a falta de investimento em pessoal. Segundo o sindicato, muitas escolas convivem com déficit de inspetores e sobrecarga das equipes pedagógicas, situação que dificulta o acompanhamento adequado dos estudantes. Para o Sismuc, iniciativas já existentes, como projetos desenvolvidos em parceria com a Guarda Municipal e a Polícia Militar, poderiam ser ampliadas sem alterar a estrutura de gestão das escolas. O sindicato também defende investimentos na contratação de profissionais, ampliação das equipes multiprofissionais e maior integração entre educação, assistência social e saúde para enfrentar situações de vulnerabilidade que acabam refletindo no ambiente escolar. A entidade ainda argumenta que Curitiba possui uma das redes municipais de ensino mais bem avaliadas do país e afirma não haver demonstração técnica de que a adoção das escolas cívico-militares produziria melhorias superiores às alcançadas por investimentos nas políticas educacionais já existentes. Responsável por regulamentar a lei, a Secretaria Municipal da Educação afirma que a elaboração das regras será construída com a participação das 11 escolas municipais que oferecem turmas do 6º ao 9º ano, além de famílias, profissionais da educação e representantes da comunidade escolar. Segundo a Prefeitura, o processo será conduzido em consonância com as diretrizes pedagógicas da rede municipal e buscará fortalecer a disciplina, a convivência respeitosa e a formação cidadã dos estudantes. A administração reforça que qualquer eventual implantação das escolas cívico-militares dependerá da consulta às comunidades escolares, conforme prevê a legislação. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

Assuntos Capa
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Geral

Dólar sobe para R$ 5,11 com escalada de conflito no Oriente Médio

17 de julho de 2026
Geral

Lotofácil 3738: veja o resultado do sorteio de R$ 10 milhões desta sexta (17)

17 de julho de 2026
Geral

Vírus respiratórios lotam UTIs pediátricas e assustam mães no Paraná

17 de julho de 2026
Geral

Cidade com maior economia de SC abre 6,6 mil vagas mas não acha ninguém

17 de julho de 2026
Geral

Por que escolas de aviação dão banho de óleo após primeiro voo solo

17 de julho de 2026
Geral

Brasil estuda reciprocidade contra tarifa de 25% imposta pelos EUA

17 de julho de 2026