Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Curitiba
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe CuritibaInforme Curitiba
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Geral

Durigan propõe endurecer arcabouço fiscal em eventual quarto mandato de Lula

30 de julho de 2026
Compartilhar

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está discutindo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma proposta para endurecer as regras do arcabouço fiscal em um eventual quarto mandato. A principal mudança em estudo reduz o limite anual de crescimento das despesas públicas de 2,5% para 1,5%, além da criação de novos gatilhos para restringir o avanço dos gastos obrigatórios. A sinalização foi apresentada por Durigan na semana passada durante conversas com representantes de três grandes instituições financeiras. As informações são da Gazeta do Povo. O ministro foi escalado como porta-voz do programa econômico de Lula e buscou transmitir ao mercado o compromisso de fortalecer o controle das despesas caso o presidente seja reconduzido ao cargo. O Ministério da Fazenda foi procurado para se posicionar oficialmente sobre a discussão e não retornou até a publicação desta matéria. Atualmente, o arcabouço fiscal já prevê um mecanismo que limita o crescimento real dos gastos com pessoal a 0,6% dois anos após o registro de déficit primário. Déficit primário é quando o governo gasta mais do que arrecada, sem contar os juros da dívida. A proposta em avaliação pretende ampliar esse tipo de restrição para outras despesas obrigatórias, repetindo um modelo semelhante ao adotado em 2024, quando o governo limitou a correção do salário mínimo aos parâmetros definidos pelo novo regime fiscal. Integrantes da equipe econômica avaliam que um teto mais rígido pode contribuir para reduzir o ritmo de expansão das despesas obrigatórias, especialmente aquelas vinculadas ao salário mínimo, como benefícios previdenciários e assistenciais. Como esses gastos ocupam uma parcela crescente do Orçamento da União, a expectativa é ampliar o controle das contas públicas e reduzir a trajetória de crescimento da dívida. Embora Durigan não tenha apresentado um projeto detalhado aos representantes do mercado financeiro, a intenção foi demonstrar que a contenção das despesas obrigatórias poderá integrar o programa econômico de um eventual novo mandato de Lula. Dívida pública se aproxima do PIB A discussão ocorre em um momento de crescimento contínuo da dívida pública brasileira, que atingiu R$ 9,2 trilhões em junho e se aproxima do Produto Interno Bruto, estimado em R$ 12,7 trilhões em 2025. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no país. Esse avanço aumenta o volume de recursos destinados ao pagamento de juros, reduzindo o espaço para investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança, além de dificultar a redução da taxa básica de juros da economia. A Instituição Fiscal Independente também reforçou os alertas sobre a situação das contas públicas ao projetar que a dívida bruta poderá atingir 115% do PIB até 2036. O órgão considera esse patamar elevado para uma economia emergente e afirma que o atual arcabouço fiscal enfrenta riscos crescentes de sustentabilidade. Entre os principais fatores apontados pela IFI para o avanço da dívida estão déficits primários sucessivos nos próximos anos, crescimento contínuo das despesas obrigatórias vinculadas ao salário mínimo, aumento dos gastos com Previdência e Benefício de Prestação Continuada e manutenção de juros elevados, que encarecem o custo da dívida pública. FMI defende redução do endividamento público As projeções da instituição indicam que a relação entre dívida e PIB deve permanecer em torno de 84,1% em 2026, alcançar aproximadamente 112% em 2032 e atingir cerca de 115% em 2036. Para estabilizar essa trajetória, os cálculos da IFI apontam que o país precisaria gerar um superávit primário equivalente a 2,1% do PIB por ano, cenário considerado difícil antes de 2029. O Fundo Monetário Internacional também tem defendido a adoção de políticas fiscais capazes de reduzir o endividamento público. Em relatório recente, o organismo afirmou que a política fiscal deve permanecer focada na reconstrução das reservas fiscais e em colocar a dívida pública em uma trajetória firmemente descendente. Segundo o FMI, o crescimento persistente da dívida aumenta a parcela do orçamento destinada ao pagamento de juros, reduz a capacidade de investimento do governo e amplia a vulnerabilidade da economia a choques externos. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

Assuntos Capa
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Geral

Bolsa Família paga hoje benefício médio de R$ 679 para NIS final 9

30 de julho de 2026
Geral

Carros chineses derrubam preço médio de veículos zero km no Brasil

30 de julho de 2026
Geral

Gás natural pode cair 50% para indústrias com nova regra do governo

30 de julho de 2026
Geral

Governo libera venda de gás natural da União ao mercado livre

30 de julho de 2026
Geral

Arrecadação federal cresce 7,7% em junho e soma R$ 264,4 bilhões

30 de julho de 2026
Geral

Juros para famílias sobem para 64% ao ano em junho

30 de julho de 2026