O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou até R$ 8 bilhões em crédito para quatro companhias aéreas que operam voos domésticos no Brasil. Os recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) podem ser contratados até dezembro pela Azul, Ata Aerotáxi Abaeté, Gol e Latam. As informações são da Gazeta do Povo. A linha de financiamento foi criada para oferecer capital de giro às empresas do setor, que enfrentam aumento dos custos operacionais, principalmente com o combustível de aviação. Capital de giro é o dinheiro que uma empresa precisa para pagar suas despesas do dia a dia. Segundo o BNDES, o preço do querosene de aviação praticamente dobrou entre abril e maio deste ano em razão da escalada do conflito no Oriente Médio. Os empréstimos terão taxa fixa de juros de 4% ao ano, definida pelo Comitê Gestor do FNAC, e prazo de pagamento de até 60 meses. A medida busca preservar a sustentabilidade financeira das empresas e garantir a continuidade das operações do transporte aéreo regular no país. Setor ainda sofre reflexos da pandemia O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os recursos vão apoiar as empresas que desempenham papel importante para a economia, contribuindo para a continuidade das operações e da oferta de transporte aéreo à população, para a manutenção de empregos e para mitigação da redução na malha ou descontinuidade de rotas. Mercadante também disse que o setor ainda sofre reflexos da pandemia e agora enfrenta um novo desafio com a alta do combustível. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, destacou que o financiamento busca fortalecer a saúde financeira das companhias aéreas. Lei autorizou uso do fundo para financiar empresas A utilização dos recursos do FNAC para financiar empresas aéreas foi autorizada pela Lei nº 14.978, de setembro de 2024. Posteriormente, a Medida Provisória nº 1.349, de abril de 2026, definiu as regras para a concessão dos empréstimos de capital de giro, com o objetivo de reduzir os impactos do aumento dos custos operacionais provocado, principalmente, pela elevação dos preços dos combustíveis. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, o crédito reconhece a importância estratégica do setor para a economia nacional. Segundo ele, a aviação integra o país, gera emprego e ajuda o turismo a bater recorde. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google