Candidatos à presidência da República apresentaram propostas econômicas inusitadas e, em alguns casos, inviáveis para as eleições de 2026. As ideias incluem a criação de um imposto semelhante à antiga CPMF, suspensão do pagamento da dívida pública, salário mínimo de R$ 7,5 mil e confisco de bens de bilionários herdeiros de famílias escravocratas. As informações são da Gazeta do Povo. A maior parte das propostas vem de candidatos de partidos com pouca representação no Congresso e desempenho insignificante nas pesquisas. Algumas ideias não poderiam ser colocadas em prática por inviabilidade orçamentária, por dependerem de aprovação improvável do Congresso ou por serem inconstitucionais. Wilson Grassi (Democrata) propõe uma nova reforma tributária com imposto cobrado automaticamente sobre movimentações financeiras, similar à CPMF. O tributo incidiria com alíquota de 2% em cada lançamento bancário, tanto no débito quanto no crédito. A CPMF vigorou entre 1997 e 2007 e era criticada por encarecer a cadeia produtiva e incentivar o uso de dinheiro físico. Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP) defendem aumento imediato de 100% no salário mínimo, elevando-o a R$ 3.242. Rui Costa Pimenta (PCO) propõe piso de R$ 7,5 mil, um reajuste de 362%. Pablo Marçal (PRTB) quer que o Brasil tenha o melhor salário mínimo da América do Sul, superando os R$ 3.250 do Uruguai. Segundo o Tesouro Nacional, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo amplia em R$ 422 milhões as despesas do governo. Dobrar o piso geraria rombo de R$ 684 bilhões, enquanto fixá-lo em R$ 7,5 mil elevaria os gastos em R$ 2,47 trilhões. Todas as despesas primárias previstas para 2027 estão estimadas em R$ 2,76 trilhões. Candidatos de esquerda propõem suspensão do pagamento da dívida pública e auditoria. Samara Martins defende ainda nacionalização dos bancos e reestatização de empresas privatizadas. Rui Costa Pimenta vai além e propõe cancelamento das dívidas externa e interna com bancos e grandes credores. Uma suspensão unilateral significaria inadimplemento da União, com consequências jurídicas e financeiras. O PSTU propõe expropriação de bens de bilionários herdeiros de famílias escravocratas como política de reparação histórica. A medida enfrentaria barreiras constitucionais, já que o direito de propriedade e herança são protegidos contra emendas que tendam à sua abolição. O partido defende também expropriação de grandes empresas de mineração, petróleo, energia, siderurgia e celulose, incorporando seus ativos ao patrimônio público. Propõe ainda criação de plataformas públicas de transporte, entrega e comércio eletrônico, geridas por conselhos de trabalhadores. Augusto Cury apresenta propostas como criação de 10 mil clubes de empreendedores em escolas e igrejas. Sugere que embaixadores atuem como influenciadores digitais e propõe o programa Influenciadores Embaixadores do Brasil, com imersões de até 15 dias no país para criadores de conteúdo estrangeiros. Pablo Marçal propõe criar o Ministério da Empresarização e o programa Sementes para Governar, destinado a beneficiários de programas assistenciais. A medida utilizaria gamificação para conceder crédito social a pessoas que avançarem em mudança de mentalidade. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google