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Bebê morre após parto induzido em hospital de Araucária e família indica negligência

16 de fevereiro de 2026
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Um bebê nasceu sem sinais vitais e morreu dois dias após o parto ser induzido no Hospital Municipal de Araucária (HMA), na Região Metropolitana de Curitiba. O caso ocorreu entre os dias 10 e 13 de fevereiro. A família alega que houve negligência médica diante da negativa da realização de cesárea e cerca de 25 horas de trabalho de parto. Uma manifestação será realizada em frente à Prefeitura na quinta-feira (18/2). De acordo com o pai da criança, Genildo Alves, a gestante estava com uma semana de atraso da data provável do parto quando recebeu orientação para aguardar mais alguns dias. Caso o parto não ocorresse de forma espontânea, a equipe iniciaria a indução. Na manhã de terça-feira (11/2), por volta das 7h, o casal deu entrada na unidade hospitalar para o procedimento. A esposa de Genildo, cuja gestação era considerada de risco, recebeu a medicação para indução às 10h. Ao longo da tarde e da noite, segundo o relato, as dores se intensificaram, sem evolução significativa do trabalho de parto. “Quando eu via que ela estava com muita dor, ela pedia ajuda para mim e eu não podia fazer nada”, afirmou.  Durante a madrugada, a equipe informou que a dilatação havia chegado a nove centímetros e realizou o rompimento da bolsa. “Ela falou que já estava quase, que ia estourar a bolsa na mão mesmo”, disse. O trabalho de parto seguiu durante toda a madrugada e avançou pela manhã, até próximo das 11h.  Em duas ocasiões, Genildo afirma ter solicitado à equipe a realização de uma cesárea. Conforme o relato, a equipe informou que a bebê estava posicionada para o nascimento, embora houvesse suspeita de desalinhamento, o que poderia dificultar a passagem. A cesárea de emergência foi realizada às 10h50 do dia seguinte. A recém-nascida saiu da sala cirúrgica sem chorar. “Eles fizeram reanimação, ela estava com o batimento bem fraco, a respiração bem fraca. Foi levada de emergência para a UTI, onde ficou dois dias e não resistiu”, contou o pai.  Para a família, o caso é resultado de negligência. “É muito difícil lembrar. Eu vivi isso com ela [a esposa], fiquei 24 horas ao lado dela, vendo todo o sofrimento sem poder fazer nada”, disse.  Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil do Paraná (PCPR), que deve apurar as circunstâncias da morte. E aí, Prefeitura de Araucária?? A reportagem solicitou informações à polícia sobre o andamento da investigação e aguarda retorno. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Araucária informou que lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a família da criança. “O Hospital Municipal de Araucária é gerido por Organização Social, conforme contrato de gestão vigente. À Secretaria Municipal de Saúde compete a fiscalização e o acompanhamento dos serviços prestados. Diante do ocorrido, a SMSA solicitou formalmente à Organização Social responsável pela gestão do hospital relatório técnico detalhado sobre o atendimento realizado, incluindo análise dos registros em prontuário e dos procedimentos adotados pela equipe assistencial”, diz a nota. A Secretaria informou ainda que, conforme determina a legislação, todos os óbitos maternos e infantis são submetidos à apuração por comissões técnicas específicas, entre elas: Comissão de Revisão de Prontuários Comissão de Óbito Comissão de Investigação de Óbito Materno e Infantil, conforme protocolos estaduais “Essas instâncias realizam avaliação criteriosa dos fatos, com base técnica e documental, garantindo a devida apuração. A Secretaria Municipal de Saúde acompanhará integralmente o processo de análise e adotará as providências administrativas cabíveis, caso sejam identificadas inconformidades”, diz a nota. A família informou que pretende realizar uma manifestação em frente à Prefeitura na quinta-feira (19/2), pedindo esclarecimentos sobre o atendimento.  Manda pra Tribuna! Você conhece pessoas que fazem coisas incríveis, viu alguma irregularidade na sua região? Quer mandar uma foto, vídeo ou fazer uma denúncia? Entre em contato com a gente pelo WhatsApp dos Caçadores de Notícias, pelo número (41) 9 9683-9504. Ah, quando falar com a gente, conte sobre essa matéria aqui! 😉 Fique atento! Até especialistas caíram: o detalhe no boleto do IPVA que rouba seu dinheiro Mercado imobiliário Adeus, preços baixos? Esta região do Paraná virou a nova ‘mina de ouro’ Rango Barateza! O segredo de Curitiba: como uma receita de família virou um império do afeto Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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