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Brasil e Alemanha assinam acordo para satélite que rastreia gases de efeito estufa

29 de abril de 2026
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Declaração Conjunta de Intenções foi formalizada durante Visita de Estado do Presidente Lula a Hannover e representa passo fundamental para parceria na medição de gases de efeito estufaFoi assinada, em 20 de abril de 2026, em Hannover (Alemanha), a Declaração Conjunta de Intenções entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) da República Federativa do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) da República Federal da Alemanha para o desenvolvimento da Missão Espacial CO2Image.
O acordo representa um passo fundamental para a concretização da parceria técnico-científica entre os dois países na área espacial. O ato foi um dos formalmente adotados por ocasião da Visita de Estado do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Hannover, nos dias 19 e 20 de abril de 2026.
A Missão CO2Image permitirá dar continuidade aos esforços de desenvolvimento e qualificação da Plataforma P100, plataforma multimissão para satélites da classe de 200 kg, prevista no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2022–2031, instrumento coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para o desenvolvimento do setor no País.
Recentemente, o diretor de Gestão de Portfólio da AEB, Rodrigo Leonardi, participou, juntamente com colegas do INPE e do DLR, como membro da banca de Revisão de Requisitos de Sistema do projeto CO2Image, o que reforça o papel da Agência no acompanhamento técnico das iniciativas estratégicas do Programa Espacial Brasileiro. “A AEB parabeniza os proponentes do projeto, INPE e DLR, bem como os respectivos Ministérios signatários da declaração conjunta entre Brasil e Alemanha, pela iniciativa, e se coloca à disposição para contribuir para que essa entrega seja um sucesso no âmbito do Programa Espacial Brasileiro”, afirmou Rodrigo Leonardi.
Sobre a Missão Espacial CO2Image
A Missão Espacial CO2Image tem como objetivo detectar e quantificar fontes de dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄) em todo o mundo, com capacidade de identificar emissões a partir de 1 milhão de toneladas por ano. O novo sensor para medição da emissão de gases de efeito estufa poderá complementar outra missão brasileira: enquanto os instrumentos atualmente planejados operam com resolução espacial na ordem de 2 km — o que já representa um avanço significativo —, o sensor do CO2Image entrega uma resolução espacial de 50 metros.
Pelo documento, o Brasil, por meio do Inpe, será responsável pelo desenvolvimento do módulo de serviços do satélite, com base na Plataforma P100. Desenvolvida pela área de Engenharia do Instituto, a P100 é uma nova plataforma multimissão na classe de 100 kg, modular e com maior versatilidade. Ela se diferencia dos módulos de serviços de satélites de maior porte já desenvolvidos pelo Instituto, como o Amazônia-1 (com porte de 750-800 kg) e a linha CBERS (de cerca de 2 toneladas), e busca otimizar custos e tempo de desenvolvimento a partir do conhecimento e da experiência acumulados em 40 anos de engenharia espacial no país. O módulo de serviços será integrado à carga útil, sob responsabilidade da Alemanha, e o segmento operacional de solo será compartilhado entre os dois países.
Próximos passos e a importância da missão para o Brasil
Nos próximos passos, o INPE será responsável por desenvolver as especificações técnicas detalhadas da Plataforma P100. Paralelamente, em regime de colaboração com o DLR, o Instituto participa da construção conjunta do projeto da Missão CO2Image, com foco em aspectos como arquitetura da missão, interfaces entre a plataforma e a carga útil e conceito de operações. Os resultados desses trabalhos serão consolidados em um documento técnico, que seguirá para aprovação.
“Além das importantes questões científicas, a possibilidade de termos um medidor de gases de efeito estufa em 50 metros amplia nossa capacidade de auxiliar a qualidade do inventário nacional de emissões e de trabalhar esta questão com um conjunto de setores produtivos do país, em particular a indústria de óleo e gás. Nas missões planejadas teremos capacidade para medidas de 2 km de resolução, o que é ótimo. Mas este novo sensor em desenvolvimento, no estado da arte em termos de resolução espacial, combinado com o que já teremos, representa um passo significativo para produtos inovadores no campo e para o setor espacial”, declarou Antonio Miguel Vieira Monteiro, diretor do INPE.
A parceria reforça o compromisso do INPE, em articulação com o MCTI e a Agência Espacial Brasileira (AEB), com o desenvolvimento de missões científicas de relevância global, alinhadas às missões brasileiras em curso, à agenda de compromissos internacionais do Brasil na pauta climática e ao fortalecimento da autonomia tecnológica do país no setor espacial.
Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais ( SINDAE ), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ( MCTI ), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.
Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.
Com informações do INPE

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