Caminhoneiros autônomos iniciaram uma mobilização nesta segunda-feira (13) para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), a colocar em votação a Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. A medida perde validade nesta quinta-feira (16) caso não seja analisada pelo Congresso. As informações são da Gazeta do Povo. O deputado federal Marcos Antônio Gomes, conhecido como Zé Trovão (PL-SC), relator da MP, gravou um vídeo afirmando que a paralisação deve crescer. Ele atribuiu o impasse a uma rixa entre o presidente Lula e Alcolumbre. “Isso só vai se estender, isso só vai aumentar. Isso tudo por causa de uma rixa entre Alcolumbre e governo Lula”, disse o parlamentar, que é caminhoneiro. Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), afirmou que a paralisação é geral. “O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”, declarou. No Mato Grosso do Sul, um dos principais estados produtores agrícolas do país, caminhoneiros aguardam o avanço do movimento em Santos para decidir se paralisam as atividades. Há expectativa de que Alcolumbre paute a proposta ainda nesta semana. A MP do Frete estabelece regras para o transporte rodoviário de cargas. Entre os pontos principais estão salário-base de R$ 5 mil para motoristas com carteira assinada, regras sobre custo mínimo do frete, ampliação da autonomia da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para fiscalizar, isenção de multas aplicadas em 2022 e fim das multas de entre-eixos. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google