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Campanha de Lula nega crise fiscal enquanto dívida pública cresce

31 de agosto de 2026
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O coordenador do programa de governo da campanha de Lula à presidência, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta segunda-feira (31) que dizer que o Brasil vive uma crise fiscal é fake news. A declaração contrasta com dados do Banco Central divulgados no mesmo dia, que mostram o endividamento público em 82,5% do PIB em julho, o maior nível desde abril de 2021. As informações são da Gazeta do Povo. Gabrielli disse à Folha de S.Paulo que a economia brasileira está apresentando bons sinais e que não há motivo para pânico. Segundo ele, a trajetória da dívida pública está longe de ser explosiva. No entanto, economistas apontam que o país acumula 13 meses consecutivos de déficit primário, com rombo de 0,67% do PIB em 12 meses. Juros da dívida pressionam contas públicas O governo gastou R$ 668,6 bilhões apenas com juros da dívida no acumulado do ano, o equivalente a cerca de 8,52% do PIB. Em 12 meses, essa despesa chegou a R$ 1,1 trilhão, ou 8,67% do PIB. O peso dos juros ajuda a explicar a deterioração das contas públicas, segundo o economista Felipe Salto, da Warren Rena. Quando se somam os juros ao resultado primário, o setor público consolidado acumulou um déficit nominal de R$ 97,6 bilhões. Em 12 meses, o rombo chegou a R$ 1,2 trilhão, equivalente a 9,34% do PIB. A Instituição Fiscal Independente alertou em agosto que o cumprimento formal das metas fiscais convive com déficits primários efetivos. Projeções indicam agravamento da dívida As instituições financeiras esperam que a dívida chegue a 87,2% do PIB em 2027, 90,1% em 2028 e 92,5% em 2029, segundo o boletim Focus do Banco Central. A XP Investimentos projeta que a dívida bruta chegará a 93,9% do PIB em 2030 e superará 100% nos anos seguintes. O BTG Pactual destaca que o cumprimento da meta fiscal em 2026 é insuficiente para alterar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida. Para estabilizar a dívida bruta, seria necessário um superávit primário de 2,1% do PIB, valor distante da trajetória atual. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem reconhecido publicamente a necessidade de uma estratégia para redução de gastos. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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