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Deputado do Paraná propõe que Seleção só tenha jogadores que atuem no Brasil

10 de julho de 2026
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O deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo Paraná, Luiz Carlos Hauly (Podemos), protocolou nesta quarta-feira (8) um projeto de lei que proíbe a convocação de jogadores que atuam em clubes estrangeiros para representar a Seleção Brasileira em competições oficiais. A proposta, apresentada à Câmara dos Deputados, estabelece novas regras para as seleções masculina, feminina e das categorias de base. Além dos atletas, o texto determina que toda a comissão técnica, incluindo treinador e auxiliares, seja formada por brasileiros vinculados a clubes ou entidades esportivas sediadas no país. Segundo Hauly, a medida busca resgatar o período em que a base da Seleção era formada por jogadores do futebol brasileiro. “A crescente transferência precoce de talentos para o exterior reduziu a competitividade dos campeonatos brasileiros, enfraqueceu os clubes formadores, diminuiu o interesse do público e reduziu a identificação entre a Seleção Brasileira e os torcedores”, afirma o parlamentar na justificativa do projeto. O deputado também argumenta que a proposta pode estimular investimentos no futebol nacional e fortalecer a formação de novos atletas. “Ao privilegiar profissionais que atuem no Brasil, pretende-se fortalecer o campeonato nacional, ampliar a geração de empregos, aumentar as receitas dos clubes e criar um ambiente esportivo mais competitivo”, diz o texto. Projeto também proíbe patrocínio de bets Além das mudanças nas convocações, o projeto proíbe que entidades responsáveis pela administração do futebol, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ligas e clubes mantenham contratos comerciais com empresas de apostas esportivas ou de jogos de azar. A vedação inclui patrocínios, naming rights, licenciamento de marcas, publicidade em placas de campo, painéis eletrônicos, fundos de entrevistas e qualquer outra forma de divulgação dessas empresas. Na justificativa, Hauly afirma que a medida pretende preservar a credibilidade das competições. “O afastamento das apostas do ambiente institucional do esporte contribui para prevenir conflitos de interesse, manipulação de resultados, assédio econômico sobre atletas e corrosão da confiança pública nas competições”, escreveu. Caso descumpram a regra, clubes e entidades poderão perder o acesso a recursos públicos federais, incentivos fiscais, subvenções, auxílios e convênios com a União, além de responderem por outras sanções administrativas e civis previstas na legislação. Projeto começa a tramitar na Câmara O projeto foi protocolado na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e agora seguirá para análise das comissões temáticas. Dependendo do regime de tramitação, a proposta poderá ser aprovada de forma conclusiva nas comissões ou seguir para votação no plenário da Câmara.  Se receber o aval dos deputados, ainda precisará passar pelo Senado Federal. Somente depois da aprovação nas duas Casas o texto será encaminhado para sanção ou veto do presidente da República. Se a proposta virar lei, clubes, ligas e entidades esportivas terão prazo de até 180 dias para encerrar contratos vigentes com empresas de apostas esportivas. Após a publicação da lei, também ficará proibida a renovação, prorrogação ou substituição desses acordos. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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