O Serviço Meteorológico da Austrália alertou nesta terça-feira que um fenômeno climático El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, tornando-se um dos mais intensos desde 1950, trazendo chuvas excessivas nas Américas e seca na Ásia. No Paraná, o Simepar confirmou que o El Niño pode contribuir para fortes chuvas até dezembro. O que é o El Niño e por que ele preocupa? O El Niño é um aquecimento periódico das águas do Pacífico que altera o clima global. Ele causa menos chuvas e temperaturas mais altas em várias regiões, prejudicando especialmente a agricultura. As temperaturas do mar já ultrapassaram os limites do fenômeno e todos os indicadores atmosféricos confirmam sua formação. Quais regiões serão mais afetadas pelo fenômeno? As Américas devem enfrentar chuvas excessivas, enquanto a Ásia sofrerá com calor e seca intensos. Na Austrália, haverá menos chuvas no inverno e primavera, principalmente na costa leste, e temperaturas diurnas mais altas no sul. O plantio na Ásia já está sendo prejudicado, gerando preocupação com o abastecimento de alimentos. Como a Austrália foi impactada por eventos anteriores? O último El Niño entre 2023 e 2024 causou o período de três meses mais seco já registrado no país. O evento de 2015 e 2016, um dos mais intensos, provocou seca generalizada e reduziu drasticamente a produção de grãos e oleaginosas, afetando as exportações australianas. Por que este El Niño pode ser tão intenso? Cerca de metade dos modelos meteorológicos indica que o evento poderá atingir picos entre os mais altos observados desde 1950. Cientistas alertam que as mudanças climáticas intensificarão ainda mais os efeitos do El Niño deste ano, tornando-o potencialmente devastador. Quais os riscos para a produção de alimentos? A Austrália está entre os maiores exportadores mundiais de trigo, açúcar e carne bovina, e o fenômeno afeta diretamente sua produção agrícola. Na Ásia, região mais populosa do mundo, o plantio já está comprometido, gerando preocupações sérias com o abastecimento global de alimentos. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google