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Ex-ministro prevê crise fiscal profunda com quarto mandato de Lula

14 de agosto de 2026
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Um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levaria o Brasil a uma crise fiscal profunda, com consequências econômicas, sociais e institucionais difíceis de reverter. A avaliação é de Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de Jair Bolsonaro. Sachsida publicou a análise nesta terça-feira (11) na rede social X, afirmando que um novo governo Lula tenderia a gastar mais e hostilizar o mercado. As informações são da Gazeta do Povo. O ex-ministro afirma que a blindagem institucional abriria caminho para um roteiro preocupante na economia. Com a dívida pública em trajetória explosiva, juros elevados e expectativas em deterioração constante, o Brasil chegaria a 2028 em uma crise de grandes proporções. Sachsida ressalta que apareceriam soluções heterodoxas, como intervenção crescente na economia e tentativas de controlar o câmbio, medidas que agravariam o problema. Dívida pública cresce e mercado projeta piora O endividamento público cresceu fortemente no terceiro mandato de Lula. Em junho deste ano, segundo o Banco Central, a dívida correspondia a 81,9% do PIB, o maior nível desde abril de 2021. A alta foi de 10,3 pontos percentuais em relação ao que Lula recebeu quando assumiu o Planalto em janeiro de 2023. As expectativas do mercado financeiro para um eventual quarto mandato são pessimistas. Levantamento do Boletim Focus mostra que analistas estimam que o endividamento chegue a 100% do PIB em 2034. A Instituição Fiscal Independente, braço do Senado para acompanhamento das contas públicas, projeta que isso seria alcançado já em 2031. Juros altos devem continuar pressionando famílias Grandes instituições financeiras sinalizam desaceleração na economia para 2027. A XP Investimentos prevê alta real do PIB de 1% para este ano, a menor desde a pandemia, devido ao menor impulso fiscal. A estimativa menos pessimista vem do BTG Pactual, que projeta o endividamento em 86,4% no final de 2027. O descontrole fiscal deve respingar com força nas famílias e empresas. Os analistas avaliam que o controle da inflação continuará desafiador, obrigando o Banco Central a manter a taxa Selic elevada e o crédito caro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou o diagnóstico de descontrole fiscal. No dia 6, em entrevista à GloboNews, ele reconheceu que a trajetória da dívida preocupa, mas disse que a equipe econômica pretende realizar ajustes fiscais nos próximos anos para estabilizar o endividamento. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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