O governo federal pediu autorização ao Senado para contratar dois empréstimos internacionais que somam cerca de R$ 5 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo. A Comissão de Assuntos Econômicos analisa os pedidos nesta terça-feira (30). Os recursos serão destinados a projetos de desenvolvimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O primeiro empréstimo prevê até 300 milhões de euros (cerca de R$ 2 bilhões) junto à Agência Francesa de Desenvolvimento. O segundo solicita até US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) com o New Development Bank, o Banco dos Brics, presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. O mutuário é a União, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Os recursos não pagarão despesas correntes da administração pública. O objetivo é ampliar a capacidade de investimento de três fundos federais: o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia, o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste. Fundos financiam obras de infraestrutura e saneamento Esses fundos financiam ações públicas e privadas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico das três regiões. Entre as áreas previstas estão obras de infraestrutura como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Também entram projetos de saneamento básico, energia, telecomunicações, tecnologia da informação e logística. O empréstimo do Banco dos Brics busca reduzir desigualdades entre as regiões brasileiras, aumentar a competitividade econômica e melhorar a infraestrutura nacional. Os investimentos devem priorizar sustentabilidade ambiental, eficiência energética e integração dos diferentes modais de transporte. Pagamento será feito em 20 anos após carência O financiamento da Agência Francesa integra o Projeto de Transição para o Desenvolvimento Regional Sustentável. A operação tem ênfase em investimentos alinhados ao desenvolvimento sustentável e à transição para uma economia de baixo carbono. Os dois empréstimos têm condições semelhantes de pagamento. O desembolso dos recursos ocorre em cinco anos, seguido por período de carência de aproximadamente cinco anos. A amortização será feita ao longo de 20 anos, em parcelas semestrais. As operações receberam parecer favorável da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Os projetos também foram aprovados pela Comissão de Financiamentos Externos e possuem previsão na Lei Orçamentária da União. Se aprovados pela comissão, os pedidos ainda serão submetidos ao plenário do Senado. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google