O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira (21) que o governo federal não vai retaliar os Estados Unidos pela imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. As informações são da Gazeta do Povo. Segundo ele, a Lei da Reciprocidade será usada para corrigir injustiças por meio de instrumentos adequados e audiências públicas, sem partir para uma guerra comercial. O tarifaço atinge cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, e entra em vigor nesta quarta-feira (22). Alckmin se reuniu com representantes de setores afetados, como eletroeletrônicos, autopeças e calçados. Entidades como Abiplast, Anfavea, Sindipeças e Abicalçados participaram do encontro para avaliar o impacto real na geração de empregos e nos custos de produção. O vice-presidente declarou que a ideia é corrigir a situação de forma adequada, no momento oportuno, sem adotar uma postura agressiva. O governo estuda um pacote de medidas para socorrer a indústria nacional. Entre as ações em análise estão a diversificação de mercados, com ampliação de acordos comerciais com Índia, México, Japão e União Europeia. O Executivo também pretende reforçar o programa Brasil Soberano para investimentos e capital de giro. Está em discussão a postergação do drawback, que é a suspensão de impostos para insumos de produtos exportados, e o uso do programa Reintegra, que devolve valores tributários para empresas exportadoras. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, informou que novas reuniões com o setor privado serão realizadas. Segundo ele, o presidente Lula orientou conversas com todos os setores para confirmar dados e receber sugestões sobre como lidar com os impactos. A situação pode se agravar na próxima sexta-feira (24), quando há expectativa de anúncio de uma tarifa adicional de 12,5%. O governo aguarda para saber se essa taxa será cumulativa aos 25% já anunciados. Outro marco decisivo ocorre no dia 29 de julho, quando as tarifas de 25% entram efetivamente em vigor para bens que já estão em trânsito. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google