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IA erra preparo de exame e juiz manda clínica pagar indenização

25 de março de 2026
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Uma paciente será indenizada após o sistema automatizado por Inteligência Artificial (IA) utilizado em uma clínica de São Paulo errar as orientações para realização de exames. A falha inviabilizou os procedimentos de endoscopia e colonoscopia, que avaliam estômago e intestino por meio de câmera, e a paciente acionou a Justiça para solicitar indenização por danos morais e materiais. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (23). Na sentença do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a clínica foi condenada a reembolsar o valor gasto pela mulher na compra do medicamento errado e também com a contratação de uma cuidadora para ficar com seus filhos na data do procedimento. A clínica ainda foi condenada ao pagamento de R$ 3 mil como indenização pelo transtorno gerado. A defesa havia solicitado valor indenizatório de R$ 30 mil, mas o juiz entendeu que o transtorno não foi grave para justificar valor tão alto. Segundo relato da autora da ação, assim que agendou os exames, ela foi informada sobre a necessidade de preparo prévio para a colonoscopia, com utilização de medicamentos. As informações foram fornecidas por meio de atendimento automatizado realizado pelo WhatsApp. Nas instruções fornecidas estava o uso de um remédio específico, com horários detalhados para ingestão. A paciente adquiriu o fármaco e o ingeriu antes do exame, como foi orientado. No entanto, descobriu no momento do procedimento que as instruções estavam incorretas e que ela deveria ter tomado um remédio diferente. Devido ao erro, os exames não foram realizados, e a autora afirma ter corrido risco dos efeitos colaterais do medicamento, que “sequer poderia ter sido indicado para a realização dos exames”. No entendimento do juiz, a empresa é responsável pelo sistema digital que utiliza, e precisa fornecer orientações corretas aos pacientes. Por isso, a mulher será indelizada. De acordo com o advogado Victor Domingues, professor universitário especializado em aspectos do Direito e Inteligência Artificial, a decisão é uma resposta aos problemas já apresentados com implementação de IA na área médica e reforça a responsabilidade das companhias em relação ao uso de sistemas automatizados no atendimento ao público. Segundo Domingues, o Conselho Federal de Medicina (CFM) normatizou recentemente o uso de Inteligência Artificial (IA) na medicina através de resolução recente, mas há exigências que devem ser cumpridas. “A regra permite o uso de IA como apoio à decisão clínica, pesquisa e gestão, desde que haja supervisão humana, consentimento do paciente e a tecnologia seja validada cientificamente”, aponta. Fique atento! Até especialistas caíram: o detalhe no boleto do IPVA que rouba seu dinheiro Mercado imobiliário Adeus, preços baixos? Esta região do Paraná virou a nova ‘mina de ouro’ Rango Barateza! O segredo de Curitiba: como uma receita de família virou um império do afeto Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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