A arrecadação com o Imposto de Renda sobre dividendos deve somar R$ 17,2 bilhões em 2026, valor R$ 10,8 bilhões abaixo dos R$ 28 bilhões previstos no Orçamento. A estimativa foi apresentada nesta sexta-feira (24) pela Receita Federal durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. As informações são da Agência Brasil. De janeiro a junho, a arrecadação somou apenas R$ 2,2 bilhões. A expectativa da Receita Federal é obter outros R$ 15 bilhões entre julho e dezembro. A tributação dos dividendos foi criada para compensar a perda de arrecadação provocada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, medida que também tem impacto estimado em R$ 28 bilhões neste ano. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse que a projeção para o segundo semestre ainda será acompanhada de perto pelo Fisco. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que ainda é cedo para concluir que a estimativa precisará ser revisada e destacou que esse tipo de receita não apresenta comportamento uniforme ao longo do ano. Moretti ressaltou que outras receitas tributárias vêm superando as expectativas e ajudam a compensar o desempenho abaixo do esperado da tributação sobre dividendos. O governo manteve as projeções fiscais do Orçamento e estima superávit primário de R$ 10,8 bilhões este ano. Pelas regras atuais, dividendos distribuídos a pessoas físicas passaram a ser tributados em 10%, tanto para residentes no Brasil quanto nas remessas ao exterior. Permanecem isentos os valores de até R$ 50 mil mensais recebidos de uma mesma empresa. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google