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Indústria bélica brasileira cresce 13% e atrai multinacionais

30 de junho de 2026
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O investimento brasileiro em defesa cresceu 13% em 2025, impulsionado pelo aumento das tensões geopolíticas que elevaram os gastos militares globais para US$ 2,9 trilhões. O crescimento fortalece empresas nacionais como Embraer e Taurus e atrai multinacionais para parcerias estratégicas no país. As informações são da Gazeta do Povo. A Embraer consolidou-se como a maior empresa brasileira de defesa, com uma carteira de pedidos bilionária. O destaque é o cargueiro multimissão KC-390 Millennium, que possui contratos com a Força Aérea Brasileira e oito países europeus e asiáticos. A empresa fechou recentemente um acordo histórico com os Emirados Árabes Unidos e disputa uma concorrência de US$ 11 bilhões para fornecer aeronaves à Índia. A fabricante gaúcha Taurus Armas foca na expansão de sua parceria na Índia, onde já entregou milhares de armas, e mantém forte presença nos Estados Unidos. A empresa planeja adquirir uma fábrica na Turquia para dominar a tecnologia de metralhadoras de grande calibre e exportar globalmente sem sofrer com embargos. Avibrás retoma operações após aporte de R$ 300 milhões A Avibrás, tradicional fabricante de foguetes e mísseis, retomou suas operações em abril de 2026 após um aporte de R$ 300 milhões de investidores. Rebatizada como Avibrás Aeroco, a empresa agora é considerada estratégica pelo Ministério da Defesa, o que garante incentivos e prioridade em compras públicas para o desenvolvimento de tecnologias críticas de propulsão. Grandes grupos globais como a sueca Saab e a alemã Thyssen Krupp utilizam o Brasil como plataforma de produção e exportação. A Saab produz o caça Gripen em parceria com a Embraer em São Paulo, enquanto a Thyssen Krupp lidera o Programa de Fragatas Classe Tamandaré em Santa Catarina. Essas parcerias geram milhares de empregos qualificados e transferem tecnologia para o país. Setor naval dobra empregos formais em Itajaí O Brasil tem investido no setor naval por meio de projetos estratégicos como a construção das fragatas da classe Tamandaré e a aquisição de submarinos em parceria com a França. Em Itajaí (SC), a revitalização do polo naval dobrou o número de empregos formais no setor, envolvendo uma cadeia de suprimentos com cerca de mil empresas brasileiras. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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