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Lula libera R$ 547 milhões para ressarcir vítimas de fraude no INSS

21 de julho de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (21) uma medida provisória que libera R$ 547 milhões para o Ministério da Previdência Social continuar devolvendo dinheiro a aposentados e pensionistas vítimas de descontos ilegais no INSS. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. As informações são da Gazeta do Povo. Desde abril de 2025, quando a Operação Sem Desconto foi deflagrada, o governo federal já devolveu mais de R$ 3,2 bilhões a cerca de 4,7 milhões de beneficiários que aderiram ao acordo de ressarcimento. Os pagamentos são feitos de forma integral, com correção pela inflação medida pelo IPCA, diretamente na conta bancária onde o segurado recebe o benefício. As investigações da Polícia Federal apontam que o esquema desviou aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A fraude consistia na inclusão irregular de aposentados e pensionistas em associações, sindicatos e confederações, permitindo a cobrança mensal de contribuições diretamente na folha de pagamento sem autorização dos beneficiários. Segundo as apurações, as cobranças geralmente variavam entre R$ 30 e R$ 80 por mês, valores que passavam despercebidos por grande parte das vítimas. Em muitos casos, as entidades afirmavam oferecer benefícios como assistência jurídica e planos de saúde, mas não possuíam estrutura para prestar os serviços prometidos. A investigação também identificou que recursos obtidos com os descontos ilegais abasteciam uma rede de corrupção dentro do próprio INSS. Entre os investigados estão dirigentes de entidades, operadores, lobistas e ex-integrantes da cúpula do instituto, suspeitos de garantir a continuidade das cobranças em troca de vantagens financeiras. O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi preso e indiciado pela Polícia Federal sob a acusação de integrar a organização criminosa, recebendo até R$ 250 mil por mês em propinas para blindar as entidades falsas. Em julho de 2026, a Polícia Federal concluiu o primeiro grande inquérito da investigação e indiciou 48 pessoas por crimes como organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e posteriormente enviado à Procuradoria-Geral da República para análise das medidas cabíveis. O escândalo levou à queda do então ministro Carlos Lupi, da Previdência. Apurações apontam que ele havia sido alertado oficialmente sobre as fraudes em junho de 2023, por conselheiros do ministério. No entanto, levou quase um ano para tomar medidas efetivas, sendo acusado de negligência. Apesar da saída conturbada do ministério, Lupi declarou apoio formal do PDT à reeleição de Lula, consolidando a aliança de primeiro turno entre o partido e o PT. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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