A Oncoclínicas, uma das principais empresas de tratamento de câncer do Brasil, entrou com pedido de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (13) para renegociar uma dívida de R$ 5,1 bilhões. A companhia informou que credores representando 37% do débito já aderiram ao processo, o que permite a abertura do procedimento. As informações são da Gazeta do Povo. A empresa acumula prejuízos sucessivos. A dívida estava em R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre de 2024 e chegou a R$ 3,26 bilhões no primeiro trimestre de 2026, após um aporte de R$ 1,5 bilhão de investidores. Um trimestre depois, o valor saltou para os R$ 5,1 bilhões atuais. Desabastecimento de medicamentos pressiona caixa da empresa No primeiro trimestre de 2026, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, indicador que mede a capacidade de geração de caixa) ficou negativo em R$ 49,2 milhões, pressionado pelo encarecimento dos serviços. O desabastecimento de medicamentos no início de 2026 levou à redução de procedimentos e forçou compras isoladas, sem os descontos do atacado, o que agravou a situação financeira. Ações caem e chegam à classificação de penny stocks As ações com direito a voto (ONCO3) estão cotadas a R$ 0,76. Na última quinta-feira (9), os papéis ficaram abaixo de R$ 1, alcançando a classificação de penny stocks. A B3 notifica a companhia caso o cenário persista por 30 pregões consecutivos. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google