O governo brasileiro, Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores trabalham para recuperar fósseis de dinossauros e outros patrimônios naturais espalhados por pelo menos 14 países. Há pelo menos 20 negociações de restituição em andamento, segundo o Ministério das Relações Exteriores. O que é colonialismo científico? É a prática de países estrangeiros retirarem fósseis e outros materiais científicos do Brasil sem autorização. Pesquisadores de fora vêm ao país, coletam materiais valiosos e os levam para museus e universidades no exterior. Isso prejudica a ciência brasileira, pois os estudos ficam inacessíveis aos pesquisadores locais e os museus nacionais perdem peças importantes. Quais países detêm mais patrimônios brasileiros? Os Estados Unidos lideram com oito ações de devolução abertas, seguidos pela Alemanha com quatro, Reino Unido com três e Itália com duas. França, Suíça, Irlanda, Portugal, Uruguai e Japão têm uma solicitação cada. Espanha e Coreia do Sul rejeitaram os pedidos brasileiros. Pelo menos 490 fósseis foram extraídos irregularmente da Bacia do Araripe. Por que a venda de fósseis brasileiros é proibida? Desde 1942, um decreto federal protege os fósseis no Brasil. O patrimônio natural pertence à União e não pode ser propriedade privada. Só é permitido exportar fósseis com autorização expressa do Ministério de Ciência e Tecnologia, e o receptor precisa ter vínculo com instituição brasileira. Vários países permitem comércio de fósseis, mas não podem vender material brasileiro. Como a devolução dos fósseis impacta a ciência nacional? Quando os melhores fósseis ficam no exterior, pesquisadores estrangeiros fazem as grandes descobertas e ganham prestígio científico. A repatriação quebra esse ciclo de poder que favorece países ricos, permitindo que cientistas brasileiros estudem o próprio patrimônio. Isso atrai investimentos e coloca o Brasil em condições iguais de competição científica internacional. Qual foi o caso que impulsionou as repatriações? O retorno do dinossauro Ubirajara jubatus em 2023 marcou uma virada. Brasileiros pressionaram o museu alemão nas redes sociais quando a instituição se recusou a devolver o fóssil. A pressão popular afetou a imagem da instituição e forçou o acordo de devolução. Desde então, outros materiais foram recuperados, incluindo o Irritator challengeri da Alemanha e 45 fósseis da Suíça. Entrevista “Nunca imaginei viver mais de 30 anos”, Renato Freitas relembra infância e comenta vida política Tribuna Entrevista “Eu não costumo tirar segundo lugar”, diz Rafael Greca, pré-candidato ao governo do Paraná Cafeicultura Paraná mira em cafés especiais para recuperar relevância após Geada Negra Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google