Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Curitiba
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe CuritibaInforme Curitiba
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Receita afirma reforçar combate ao narcotráfico e crimes ambientais nas fronteiras

29 de julho de 2026
Compartilhar

A Receita Federal continuará investindo cada vez mais em inteligência de dados e cooperação internacional no combate ao comércio ilegal de madeiras e ao narcotráfico, que se vale cada vez mais de meios alternativos de ocultação das drogas em produtos variados.

Em 2025 a Receita Federal, em cooperação com o IBAMA, apreendeu no Porto de Pecém – Ceará 75 toneladas de madeira (ipê) ilegalmente extraída, que seria enviada aos Estados Unidos. Isso foi possível porque a exportação internacional dessas espécies (ipês) passou a exigir controles adicionais relacionados à CITES, acordo internacional que controla o comércio de animais e plantas silvestres , inclusive Certificado Pré-Convenção ou Licença de Exportação CITES, conforme a data de exploração e a origem do produto. Essa evolução normativa e de governança decorreu diretamente da experiência da aduana nas apreensões anteriores.

E m maio de 2025 a Receita Federal localizou e bloqueou o envio de 156 kg de cocaína que estavam escondidos em madeira no porto de Paranaguá , destinados à exportação para a Austrália.

Em 10 de junho de 2025 a Receita Federal apreendeu 1 , 5 tonelada cocaína ocult a em uma carga de papel no Porto de Santos também destinada à exportação.

Em novembro de 2025, a Recei t a Federal apreendeu 300 garrafas de refrigerantes destinadas à exportação para a Eslovênia contendo cocaína líquida no complexo portuário de Itajaí e Navegantes.

Em dezembro de 2025, a Receita Federal realizou n o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins) a maior apreensão de cocaína já registrada em aeroportos brasileiros, com a interceptação de aproximadamente 1,2 tonelada de cocaína pura escondida dentro de móveis .

Em março de 2026 a Receita Federa apreendeu 226 Kg de cocaína escondida em contêiner com madeira (pinus) destinadas à exportação para a Itália no porto de Paranaguá.

Observa-se que os criminosos buscam constantemente novas formas de ocultação de substâncias ilícitas para dificultar o trabalho das autoridades.

Para enfrentar essa realidade, são utilizados métodos de identificação complementares, como para detecção de cocaína negra , que é uma mistura clandestina de cocaína com carvão ativado e outros agentes químicos para burlar a fiscalização. Ela se destaca por ser indetectável por cães farejadores, resistente a testes rápidos e ter um alto valor de mercado , o que levou a Receita Federal selecionar cargas suspeitas por meio de gestão de risco s a partir de situações de aparente ilegalidade que trazem elementos caracterizadores , tal como ocorre também com a cocaína líquida , uma forma diluída do entorpecente em solventes ou água como método de ocultação no transporte da droga.

É nesse contexto que se insere a Operação Timber Shield , iniciativa histórica e de sucesso no compartilhamento de inteligência entre a aduana brasileira e parceiros internacionais. Houve retenção cautelar de vultuosa carga de madeira com base em informações compartilhadas entre agências dos Estados Unidos , da Bolívia e do Chile , que indicavam possível contaminação da mercadoria com entorpecente.

Durante os procedimentos de fiscalização, foram realizados narcotestes preliminares pela Receita Federal que apresentaram reação indicativa da presença de entorpecente. A Aduana Boliviana e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN) também realizaram a aplicação de narcotestes preliminares que indicaram a presença de entorpecente. Diante desse conjunto de elementos, a Receita Federal adotou as medidas cautelares cabíveis e acionou imediatamente a Polícia Federal, que enviou equipes para Corumbá -MS e Cáceres -MT a fim de acompanhar os procedimentos realizados e conduzir as investigações e perícias necessárias.

Posteriormente, a Receita Federal foi comunicada de que as amostras submetidas à perícia da Polícia Federal apresentaram resultado negativo para entorpecentes e para outras substâncias de interesse forense. Em Cáceres, os exames periciais foram concluídos, com resultado definitivo negativo para a presença de substância ilícita. Em Corumbá, contudo, a apuração ainda não foi encerrada. Permanecem pendentes análises periciais a cargo do Instituto Nacional de Criminalística (INC), e a Polícia Federal instaurou inquérito para o aprofundamento das diligências investigativas, sob acompanhamento do Ministério Público Federal e com ciência da Receita Federal .

Causam preocupação manifestações divulgadas com base em fontes não identificadas que colocam em dúvida a atuação da Receita Federal no caso em questão.

Em qualquer sistema moderno de fiscalização aduaneira, informações recebidas de fontes especializadas, especialmente quando corroboradas por indícios preliminares, exigem verificação rigorosa pelas autoridades competentes e comunicação imediata à autoridade policial. Eventual não confirmação dos indícios é consequência natural e esperada em determinados eventos, que não podem desincentivar a atuação firme contra organizações criminosas.

Não é possível divulgar publicamente a os veículos de comunicação informações sensíveis, técnicas de inteligência e procedimentos de gestão de risco. A preservação desses elementos é indispensável à efetividade das ações de controle e repressão, embora tais informações sejam regularmente compartilhadas com os órgãos policiais e de persecução penal competentes.

A Receita Federal reafirma seu compromisso com a proteção da sociedade e com a integridade do comércio internacional, mantendo atuação firme e permanente no combate ao tráfico de drogas e a outras práticas ilícitas que buscam se infiltrar nas operações legítimas de comércio exterior. Nesse contexto, permanece a orientação para que as equipes de fiscalização e repressão aduaneira atuem com rigor técnico, prontidão e absoluta intolerância diante de indícios de utilização das cadeias logísticas internacionais para o narcotráfico, a extração ilegal de madeira e demais atividades criminosas.

Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Nacional

Comitê vai acompanhar encomenda tecnológica para teste portátil de tuberculose

29 de julho de 2026
Nacional

Novo Caged: mercado formal cria 921,6 mil empregos no primeiro semestre de 2026

29 de julho de 2026
Nacional

EBC lança convocatória nacional do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas

29 de julho de 2026
Nacional

Plataforma pública disponibiliza indicadores e informações sobre direitos humanos

29 de julho de 2026
Nacional

PF apreende cinco escavadeiras em garimpo ilegal no sul do Pará

29 de julho de 2026
Nacional

Sistema da Receita Federal agiliza desembarque para viajantes que declaram bens

29 de julho de 2026