O sistema de ensino de idiomas adotado pela rede estadual do Paraná ganhou projeção internacional após a Secretaria de Estado da Educação receber, em Londres, o prêmio Ripple Effect, concedido pela empresa de tecnologia educacional Efekta Education durante o Education World Forum 2026. Mais do que o reconhecimento, a premiação chamou atenção para uma iniciativa que vem sendo utilizada nas escolas paranaenses desde 2021 por meio do programa Inglês Paraná. A tecnologia é uma plataforma digital voltada ao ensino de idiomas que utiliza inteligência artificial para personalizar a aprendizagem dos estudantes. A ferramenta pode ser acessada por computador ou celular e é utilizada tanto dentro quanto fora da sala de aula. Ao entrar na plataforma pela primeira vez, o estudante realiza um teste de nivelamento que identifica seu conhecimento prévio da língua inglesa. A partir desse diagnóstico, o sistema cria uma trilha de aprendizagem adequada ao perfil de cada aluno. Segundo Eduardo Santos, vice-presidente sênior da Efekta e diretor-geral da EF Corporate Learning na América Latina, a plataforma foi desenvolvida para atender turmas com diferentes níveis de conhecimento sem exigir que todos os estudantes sigam o mesmo percurso de aprendizagem. “A solução utiliza avaliações diagnósticas para identificar o nível de proficiência de cada estudante e direcioná-lo para uma trilha adequada às suas necessidades”, afirma. O modelo busca desenvolver as quatro habilidades fundamentais para o aprendizado de uma língua estrangeira: compreensão oral, fala, leitura e escrita. Para isso, utiliza atividades interativas, conteúdos multimídia e exercícios que simulam situações reais de comunicação. Um dos principais diferenciais da plataforma de ensino de idiomas é o uso de inteligência artificial para personalizar a experiência dos alunos. A tecnologia analisa o desempenho individual e sugere conteúdos, atividades e exercícios de acordo com as necessidades de cada estudante. A ferramenta também oferece oportunidades adicionais de prática, especialmente em conversação, além de fornecer retorno imediato sobre o desempenho dos alunos. De acordo com Santos, a inteligência artificial não substitui o professor, mas atua como um recurso de apoio ao trabalho pedagógico. Os docentes têm acesso a painéis que mostram indicadores de participação, desempenho e evolução da aprendizagem. Com essas informações, conseguem identificar dificuldades, acompanhar o progresso das turmas e planejar intervenções mais direcionadas. Outra diferença em relação ao modelo tradicional de ensino de idiomas é a possibilidade de ampliar o contato dos estudantes com a língua inglesa além do horário escolar. Como o acesso pode ser feito fora da sala de aula, os alunos podem continuar os estudos de forma autônoma. Dados divulgados pela empresa apontam que, após dois anos de utilização da plataforma, os estudantes da rede estadual apresentaram melhora de 32,5% nos resultados de avaliações padronizadas de inglês. Atualmente, a tecnologia utilizada no Paraná também está presente em outros estados brasileiros e atende milhões de estudantes. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google