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Nacional

“No Governo Lula tem investigação e Polícia Federal com autonomia”, afirma Boulos sobre caso do Banco Master

17 de março de 2026
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Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República fala do compromisso do Governo do Brasil no enfrentamento à corrupçãoA investigação do rombo no Banco Master foi citada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, como exemplo da autonomia da Polícia Federal no atual governo. Durante o programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (17/3), Boulos defendeu investigação e punição rigorosas.

No governo Lula tem investigação, tem Polícia Federal com autonomia, tem um Banco Central que não está aí para passar pano para banqueiro”.

“Se não existe investigação, não existe corrupção. Essa é a coisa mais lógica. Só descobre corrupção quem investiga. O cidadão, ele pode ser o mais sujo do mundo, mais sujo que pau de galinheiro, se ele não for investigado, ele vai andar na rua como o cara mais honesto do Brasil. A grande diferença do governo Lula é que a Polícia Federal tem autonomia pra investigar e que o Banco Central não joga pra baixo do tapete. Aí cada um que tire suas conclusões”.
Leia também• Rombo do Banco Master será investigado até as últimas consequências, afirma Lula• Estamos enfrentando grandes esquemas de fraudes no Brasil, afirma ministro da CGU
Boulos ressaltou que o caso só veio à tona detecção de irregularidades pela Receita Federal do governo do presidente Lula., que repassou as informações ao Banco Central.
“O escândalo do Master, ele começou lá atrás. O seu (Daniel) Vorcaro (dono do Banco Master, que está preso), teve 22 reuniões com o (Roberto) Campos Neto, presidente do Banco Central, indicado pelo (ex-presidente Jair) Bolsonaro. Já era de conhecimento que existia pelo menos algo muito estranho com os CDBs com rentabilidade de 160%, tomando o mercado de precatórios, de consignado e tudo mais. O que o seu Campos Neto fez? Nada. Jogou para baixo do tapete. Aí, o escândalo continua. Aí o caso chega no conhecimento da atual gestão do Banco Central. O que o (Gabriel) Galípolo (presidente do Banco Central, indicado pelo presidente Lula) faz? Toca adiante para investigar. Resultado? O Master é liquidado. Nós temos que dizer aqui com clareza, porque senão fica mentira, fica fake news”.
“Se tiver irregularidade em qualquer lugar, que seja investigado, se tem alguém errado, que seja punido. Se algum ministro do Supremo errou, que seja punido. O mesmo vale pra qualquer um de qualquer campo político. Não se passa pano pra ninguém. Essa é a grande diferença do Governo Lula para o outro lado. A grande diferença é que no Governo Lula não se afasta diretor da Polícia Federal porque está investigando o filhinho, como o (Jair) Bolsonaro fez quando investigavam o Flávio (Bolsonaro). O que a gente não pode permitir é que esse tema do Banco Master seja utilizado de maneira oportunista por quem está envolvido nisso até o pescoço”, afirmou Boulos.

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