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Paraná pode sentir efeitos do El Niño a partir de julho

29 de março de 2026
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O boletim da Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), divulgado em março, aponta 62% de chance de formação do El Niño ainda em 2026. O fenômeno deve começar entre julho e agosto, na transição do inverno para a primavera. A última ocorrência de El Niño foi em 2023 e se estendeu até o primeiro semestre de 2024. Desde então, o sistema predominante é a La Niña, que teve episódios até abril de 2025 e voltou a se formar a partir de outubro do mesmo ano. Em abril, a La Niña entra em fase de neutralidade. Até a possível confirmação do El Niño, o Oceano Pacífico permanece sem a atuação direta de um desses fenômenos. Mesmo assim, a chance de retorno do aquecimento acende um alerta para a Região Sul do Brasil. Último El Niño provocou desastres no Rio Grande do Sul Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, o El Niño ocorre em intervalos irregulares de dois a sete anos. O ciclo climático se alterna entre três fases: El Niño (aquecimento), La Niña (resfriamento) e condição neutra. No último episódio, o aquecimento contribuiu para o avanço da seca na Região Norte, que evoluiu de níveis fracos para extremos em algumas áreas. Já na Região Sul, as áreas com seca moderada a extrema diminuíram gradualmente. Por outro lado, o aumento das chuvas no Sul resultou no maior desastre climático já registrado no Rio Grande do Sul. Cerca de 2,4 milhões de pessoas, em 478 municípios, foram afetadas. O evento deixou 183 mortos e provocou prejuízos econômicos bilionários. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno tende a elevar os volumes de precipitação, principalmente no inverno e na primavera. O excesso de umidade no solo pode prejudicar o desenvolvimento de lavouras, com impacto na produção de grãos no Paraná. Entenda o fenômeno Durante episódios de El Niño, as temperaturas da superfície do mar ficam ao menos 0,5 °C acima da média por um período prolongado. Um dos principais fatores envolvidos é o comportamento dos ventos alísios, que sopram dos hemisférios Norte e Sul em direção à Linha do Equador. Em condições normais, esses ventos empurram as águas superficiais do Pacífico para o oeste, permitindo a subida de águas mais frias das camadas profundas. Esse processo regula o clima global. Quando os ventos alísios enfraquecem ou mudam de direção, essa dinâmica é interrompida. As águas quentes permanecem concentradas na superfície por mais tempo e podem registrar temperaturas até 3 °C acima da média, caracterizando a formação do El Niño. Fique atento! Até especialistas caíram: o detalhe no boleto do IPVA que rouba seu dinheiro Mercado imobiliário Adeus, preços baixos? Esta região do Paraná virou a nova ‘mina de ouro’ Rango Barateza! O segredo de Curitiba: como uma receita de família virou um império do afeto Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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