Uma nova espécie de animal foi descoberta na região de Ponta Grossa a partir da análise de um fóssil de mais de 400 milhões de anos. O trabalho desenvolvido por um professor e um acadêmico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) identificou o Actinopteria grahni, uma nova espécie de molusco, em um sítio paleontológico localizado no Jardim Giana, conhecido como Curva 2,um afloramento rico em fósseis já conhecido desde os anos 80. A descoberta, feita pelo professor Elvio Pinto Bosetti e pelo doutorando em Geografia Kevin William Richter, foi publicada no periódico científico Historical Biology. O animal, um molusco marinho do gênero Actinopteria, foi batizado em homenagem ao professor sueco Carl Yngve Grahn (1945-2025), pelas suas contribuições em pesquisas semelhantes no Brasil, sobretudo na Escarpa Devoniana, elevação geológica no Paraná, informa a UEPG. A espécie é anterior aos dinossauros, que segundo a Enciclopédia Britannica, plataforma do Reino Unido voltada para a educação, habitaram o planeta Terra há cerca de 245 milhões de anos, durante a Era Mesozoica. Da descoberta da espécie à publicação no periódico internacional, em 19 de maio, o trabalho levou cerca de um ano e meio. Bosetti e Richter convidaram os professores do Museu Nacional (UFRJ), Sandro Marcelo Scheffler, e da Unesp de Bauru, Renato Ghilardi, para colaborar com a pesquisa. Foto: André Packer/UEPGO material foi encontrado em meio a buscas por mais espécimes do Actinopteria langei, molusco do mesmo gênero e muito semelhante à nova espécie, encontrados anteriormente na mesma região. Em meio 20 amostras da espécie já identificada, uma chamou a atenção de Scheffler, do Museu Nacional, que apontou para o fato de se tratar de uma ainda não conhecida. Bicho raro é sorte Os trabalhos que resultaram na publicação são parte do grupo de pesquisa Palaios de Paleontologia Estratigráfica. “Encontrar a espécie é sorte, né? Nós mais ou menos sabemos onde procurar, mas encontrar um bicho raro é sorte”, conta Bosetti. Análises comparativas de imagens entre as espécies Actinopteria langei e Actinopteria grahni permitiram identificar que se tratava de um animal ainda não encontrado. Elementos como o contorno da concha, a morfologia da aurícula anterior, a expansão posterior e a ornamentação radial auxiliaram na identificação de havia diferença entre as amostras. O próximo passo é encontrar mais conchas do Actinopteria grahni no mesmo local. A intenção, explica o professor, é permitir que museus e profissionais que se dedicam a esse tipo de pesquisa reavaliem o que podem ter encontrado anteriormente e acreditado se tratar de outra espécie. Outra possibilidade que a pesquisa traz é a de encontrar gás natural durante o processo de pesquisa. “Quanto mais eu conheço esses mares antigos, maior o potencial de encontrar gás natural. Eu barateio o custo de produção, porque onde tem matéria orgânica é um indício de onde pode ter óleo ou gás”, acrescenta Bosetti. Entrevista “Nunca imaginei viver mais de 30 anos”, Renato Freitas relembra infância e comenta vida política Tribuna Entrevista “Eu não costumo tirar segundo lugar”, diz Rafael Greca, pré-candidato ao governo do Paraná Cafeicultura Paraná mira em cafés especiais para recuperar relevância após Geada Negra Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google