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Dino dá 30 dias para Câmara e Senado explicarem emendas parlamentares

14 de julho de 2026
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (14) que as comissões de Saúde da Câmara dos Deputados e do Senado apresentem explicações sobre as medidas adotadas para garantir transparência na execução das emendas parlamentares. As informações são da Gazeta do Povo. O prazo é de 30 dias. A decisão foi tomada no âmbito da investigação que apura suspeitas de irregularidades na destinação desses recursos públicos. Dino quer detalhes sobre como ocorre a distribuição das verbas e quais mecanismos permitem rastrear a aplicação do dinheiro desde a indicação até a execução. O magistrado reforçou que as emendas são uma prerrogativa de parlamentares em exercício de mandato, e não de terceiros, como supostamente teria ocorrido recentemente segundo investigação da Polícia Federal. A afirmação atinge diretamente o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), apontados pela Polícia Federal como supostos articuladores da destinação de emendas utilizando deputados com mandato ativo. Na semana passada, Dino determinou o bloqueio de R$ 119 milhões e de R$ 6 milhões dos dois políticos, respectivamente. Dino solicita padronização de códigos contábeis O ministro também solicitou à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informações sobre a possibilidade técnica de padronizar os códigos contábeis utilizados na liberação das emendas, com o objetivo de facilitar o acompanhamento dos valores. Dino ainda reiterou a necessidade da apresentação de planos de trabalho para a execução dos orçamentos. Os bloqueios geraram reação imediata no meio político, principalmente do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que classificou a decisão de Dino como uma indevida intervenção judicial no legislativo. O ministro rebateu e afirmou que o Judiciário tem se limitado ao zelo pela constitucionalidade e legalidade da tramitação das emendas parlamentares. Investigação apura desvios no orçamento secreto O ministro ainda determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) apresentem informações sobre o cumprimento de medidas tomadas anteriormente para o controle, execução e transparência no encaminhamento de emendas, além da responsabilização civil e administrativa de irregularidades identificadas pela Controladoria-Geral da União (CGU). As apurações contra Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha são um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado para investigar indícios de encaminhamentos irregulares de emendas. A principal investigada junto deles é a servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que atuou como assessora da presidência da Câmara durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL). Segundo a Polícia Federal, Mariângela exercia o controle de supostas indicações desviadas de emendas do que ficou conhecido como orçamento secreto. A corporação afirma ainda que a análise do celular dela apontou indícios de que Valdemar Costa Neto atuava como um vetor de definição e remanejamento de emendas, mesmo sem possuir mandato parlamentar. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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