O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira (14) o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A mudança vale por seis meses a partir de 1º de agosto e pode ser prorrogada uma vez pelo mesmo período. As informações são da Gazeta do Povo. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a decisão busca reduzir as importações de gasolina diante da flutuação no preço do petróleo, impactado pela tensão no Oriente Médio. A pasta afirma que a maior presença do etanol produzido no país diminui a dependência de combustíveis fósseis importados. O MME realizou testes com o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) que indicaram não haver impactos relevantes no funcionamento dos veículos, incluindo os modelos não flex. Em 2025, a mistura já havia subido de 27% para 30%. A política de adição de etanol à gasolina começou em 1931, quando o percentual era de até 5%. Setor de combustíveis contesta a medida A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) divulgou nota antes do anúncio manifestando preocupação com a decisão. A entidade alerta para o risco de problemas no desempenho e na durabilidade de veículos leves e motocicletas, o que pode encarecer a manutenção. A federação afirma que os setores de combustíveis e transportes seguem comprometidos com as boas práticas para garantir a qualidade das misturas, mas reforça que esses cuidados não substituem avaliação técnica prévia, transparente e abrangente dos combustíveis que chegam aos consumidores finais. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google