A Polícia Científica do Paraná (PCP) identificou a causa da morte do piloto em formação Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, que passou mal após receber um banho de óleo após finalizar o curso. Segundo o laudo, concluído nesta semana, ele morreu por asfixia mecânica. O documento, obtido pelo programa Meio-Dia Paraná, da RPC TV, concluiu que a asfixia foi causada por um edema de vias aéreas, ou seja, um inchaço provocado pelo acúmulo de líquido nos tecidos da garganta, que bloqueou a passagem de ar. Segundo a perícia, o edema foi desencadeado pelo contato ou pela inalação de substâncias químicas irritantes presentes no óleo utilizado durante o ritual. Ainda no aeroclube, quando começaram os primeiros sintomas, equipes do Samu suspeitaram de uma reação alérgica grave. Além da obstrução das vias respiratórias, o laudo também identificou queimaduras químicas nas coxas, no abdômen e no rosto da vítima. Apesar do nome, esse tipo de queimadura não está relacionado ao calor, mas à ação irritante ou corrosiva de substâncias químicas em contato com a pele. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) também solicitou uma análise laboratorial do óleo utilizado na cerimônia. O objetivo é verificar a composição do produto, identificar quais substâncias provocaram a reação e apurar se houve adulteração. O que é o banho de óleo? O banho de óleo é um ritual tradicional realizado em escolas de aviação para marcar o primeiro voo solo dos alunos. A prática consiste em despejar óleo de motor de aeronave sobre o piloto recém-formado. Após o episódio, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recomendou que aeroclubes e escolas de aviação revejam tradições que possam colocar alunos em risco. No caso de Gustavo, o banho de óleo desencadeou uma reação anafilática. O jovem sofreu três paradas cardiorrespiratórias e foi atendido por equipes do Samu ainda no aeroclube. Apesar das tentativas de reanimação e do atendimento hospitalar, ele não resistiu. As circunstâncias da morte continuam sendo investigadas pela Polícia Civil. O instrutor responsável pelo ritual foi preso em flagrante no dia do ocorrido, mas deixou a prisão após pagar fiança de R$ 3 mil. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google