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A psicologia explica: o verdadeiro motivo por trás do seu pavor de atender o telefone

24 de abril de 2026
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A cena é comum: o celular vibra, um número conhecido aparece na tela e, em vez de atender, você espera o toque parar para perguntar por mensagem: “Oi, aconteceu algo?”. Se você se identifica, saiba que não é apenas “preguiça social”. Existe uma explicação profunda, baseada em décadas de pesquisa no Massachusetts Institute of Technology (MIT), que revela como estamos trocando a conexão real pelo controle digital. A ditadura da edição: por que preferimos o texto? A Dra. Sherry Turkle, doutora em Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia pelo MIT e autora de Reclaiming Conversation, explica que o grande atrativo das mensagens de texto não é a rapidez, mas a capacidade de edição. Em uma conversa por voz ou presencial, você é vulnerável. Não há botão de “delete” para uma frase dita por impulso. “Nas mensagens de texto, podemos nos apresentar como queremos ser. Podemos editar, retocar e apagar até que a imagem seja perfeita”, afirma a pesquisadora. O problema? Ao remover o “risco” da conversa espontânea, removemos também o terreno onde a empatia é cultivada. Dra. Sherry Turkle, doutora em Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia pelo MIT e autora de Reclaiming Conversation. Foto: Reprodução/TV Globo.“Esse comportamento não é apenas para pessoas jovens, envolve todas as gerações. Nós preferimos digitar nossos sentimentos a expressá-los face a face. Assim ficamos menos vulneráveis, com mais controle. Você pode editar o que você diz e pode apresentar o que você quer ser quando você edita. E isso dá para as pessoas uma sensação de domínio sobre como elas se apresentam”, disse a especialista em um papo no programa Milênio, do Globoplay. O “gole” X a “refeição” Turkle utiliza uma metáfora poderosa: a comunicação digital é como um “gole” de água — resolve a sede imediata de informação, mas não sustenta. Já a conversa real é a “refeição”. A conexão digital: É eficiente, limpa e previsível. A conversa presencial: É desorganizada, exige pausas, silêncios desconfortáveis e, principalmente, atenção plena. Segundo a especialista, estamos nos acostumando a “estar juntos, mas sozinhos”. O hábito de checar o celular em qualquer momento de silêncio — o chamado “fleeing from solitude” (fugir da solidão) — impede que desenvolvamos a capacidade de reflexão necessária para ouvir o outro de verdade. O impacto no cérebro e na empatia A ciência mostra que a conversa presencial ativa circuitos neurais ligados à empatia que as mensagens escritas simplesmente ignoram. Ao evitar o telefone, protegemos nosso “espaço emocional”, mas também perdemos a prática de interpretar tons de voz e expressões faciais. Para Turkle, o caminho não é abandonar a tecnologia, mas “resgatar a conversa”. Isso significa criar espaços sagrados onde o celular não entra: a mesa de jantar, o quarto ou os primeiros dez minutos de um encontro entre amigos. Denominação de Origem Conheça o mel raro do interior do Paraná que nasce de floradas especiais e tem sabor suave Imigração Curitiba é a nova Miami: capital paranaense é a que mais recebe cubanos do Brasil Paixão compartilhada Futebol ajuda imigrantes venezuelanos a reconstruir vínculos em Curitiba Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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