O Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, gestora de São Paulo citada na investigação da Operação Compliance por ligação com o Banco Master. A medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, que expõe seus credores a risco anormal, além de graves violações às normas legais. As informações são da Gazeta do Povo. A investigação aponta que fundos administrados pela Sefer receberam cerca de R$ 1,8 bilhão provenientes do Master desde 2023. Segundo o Banco Central, a gestora possui baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, com participação de menos de 0,0004% e apenas 0,17% dos recursos administrados por terceiros. Os bens dos controladores e ex-administradores da instituição ficam indisponíveis a partir de hoje. De acordo com a Polícia Federal, os recursos aplicados pelo Master na Sefer teriam sido utilizados para adquirir notas comerciais e direitos creditórios de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro ou a intermediários. Um dos fundos citados é o City 2, administrado pela gestora agora liquidada. As autoridades suspeitam que essas operações tenham servido para retirar recursos do banco por meio de ativos de valor e qualidade questionados, beneficiando empresas relacionadas ao grupo econômico de Vorcaro. As investigações também indicam que a Sefer mantém relação comercial com o Banco Master desde a época em que a instituição operava sob o nome de Banco Máxima. Desde o início da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, o Banco Central já liquidou oito empresas ligadas ao esquema de fraudes financeiras atribuídas a Vorcaro através do Banco Master. Além da própria instituição financeira, foram liquidados os braços do Master de Investimentos e Corretora de Câmbio, os bancos digitais Will Bank e Let’s Bank, a gestora Reag, o Banco Pleno e agora a Sefer Investimentos. O escândalo do Master também levou à recuperação judicial da Fictor Holding, que havia anunciado a compra de parte do banco junto de investidores árabes dias antes da operação da Polícia Federal. Na ocasião, Vorcaro foi preso quando supostamente tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes, para negociar a venda de parte de sua empresa. A Gazeta do Povo procurou a Sefer Investimentos para se pronunciar sobre a liquidação e aguarda retorno. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google