O Brasil se tornou o maior importador de carros chineses do mundo no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e maio, o país importou US$ 5,2 bilhões em veículos da China, ultrapassando a Rússia, que ficou em segundo lugar com US$ 5 bilhões. O crescimento foi de quase 147% em relação ao mesmo período de 2025, quando as importações somaram US$ 2,1 bilhões. As informações são do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que cita dados da alfândega chinesa. O salto nas importações foi impulsionado principalmente pelos veículos eletrificados, que representaram US$ 4,5 bilhões do total. Os elétricos e híbridos importados da China passaram de 33% em 2021 para 87% em 2025. Marcas como BYD e GWM vêm ampliando rapidamente sua participação no mercado brasileiro com preços competitivos e ampla oferta de modelos eletrificados. Nos primeiros seis meses do ano, o Brasil emplacou pouco mais de 215 mil veículos eletrificados leves, uma alta de 125% em relação às 95.493 unidades vendidas no mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O mercado brasileiro de veículos leves eletrificados atingiu 18% de participação em junho e 16% ao longo do primeiro semestre. Só em junho foram 47.579 unidades, um recorde mensal. De cada 100 veículos leves comercializados no Brasil no primeiro semestre, 16 foram eletrificados. A média mensal de vendas no semestre foi de 35.837 unidades. O mercado doméstico total do setor automotivo cresceu 20% no semestre, enquanto os eletrificados, com aumento de 125% no período, cresceram seis vezes mais. A invasão de veículos chineses no mercado mundial tem repercutido em demissões no exterior. A Alemanha anunciou neste mês um plano para demitir até 100 mil funcionários para se adequar à nova realidade da demanda com a presença dos modelos chineses. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google