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Economia Correios enfrentam denúncia de rachadinha e tráfico de influência 26/06/2026

26 de junho de 2026
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O Ministério Público Federal recebeu uma denúncia do sindicato Sintect-RJ sobre um esquema de rachadinha e tráfico de influência nos Correios. Cerca de 300 pessoas teriam sido contratadas para cargos de gestão em troca de parte dos salários durante a gestão de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente da estatal. As informações são da Gazeta do Povo. Segundo 13 testemunhas, os funcionários eram obrigados a repassar entre R$ 50 e R$ 1 mil por mês, o que representava de 5% a 15% dos ganhos. O dinheiro seria depositado na conta de um gestor que atuava como tesoureiro do esquema. Os valores eram exigidos como condição para a aprovação dos nomes nos cargos de confiança. Ex-presidente e sindicalista negam irregularidades Os principais acusados são Fabiano Silva dos Santos e Emerson Marinho, secretário-geral da federação nacional de trabalhadores (Fentect). Segundo a denúncia, Emerson agia como agenciador de cargos usando a associação sindical como fachada. Ambos negam as acusações e afirmam que a denúncia resulta de perseguição política ligada a disputas pelo comando do sindicato. O caso foi transferido do Rio de Janeiro para Brasília porque os investigados ocupam cargos de abrangência nacional e trabalham na capital federal. A sede administrativa dos Correios fica em Brasília, onde a maior parte das condutas teria ocorrido. O MPF está em fase de averiguação preliminar, cruzando informações antes de abrir inquérito formal. Estatal registra prejuízo de R$ 3,1 bilhões Os Correios enfrentam a pior crise financeira de sua história. No primeiro trimestre de 2026, a estatal registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões, quase o dobro do saldo negativo do mesmo período do ano anterior. Para evitar a quebra, a diretoria recorreu a um empréstimo de cerca de R$ 20 bilhões junto a bancos estatais e ao mercado, além de implementar planos de demissão voluntária. Os envolvidos podem ser enquadrados em crimes como concussão, quando um funcionário público exige vantagem indevida em razão do cargo, ou peculato, que envolve apropriação de bens públicos. A denúncia também aponta tráfico de influência, associação criminosa e atos de improbidade administrativa, que podem gerar multas e perda de direitos políticos. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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