A Associação Radiotáxi Faixa Vermelha, criada em Curitiba na década de 1970 completa 50 anos neste mês de maio. A primeira central de radiotáxi do Brasil e também a maior do Paraná, a Faixa Vermelha conta com 500 profissionais associados e reúne histórias que atravessaram gerações. Na época dos “choferes de praça”, a associação surgiu no esforço coletivo dos associados. Udo Benke, taxista e filho de um dos primeiros integrantes da Faixa Vermelha, conta que enquanto um atendia o telefone, outro operava o rádio e os demais iam para a rua – num esforço coletivo para manter o serviço atuando 24 horas. Confira fotos do acervo da Associação Faixa Vermelha: Fotos: acervo da Associação Faixa Vermelha.Nos primeiros anos, a comunicação ente os taxistas era feita por rádio PX – com alcance entre 15 a 30 km. Benke conta que o sistema funcionava com precisão e contava com a ajuda da telefonista que memorizava endereços e identificava clientes apenas pela voz. “Ela tinha um mapa inteiro da cidade na cabeça”, recorda. Faixa Vermelha aprimorou tecnologias no transporte individual Muito antes da chegada dos aplicativos de carona, a Associação Faixa Vermelha implantou o primeiro sistema de despacho automático do país. A tecnologia identificava o táxi mais próximo e encaminhava a corrida diretamente ao motorista, sem necessidade e intermediação manual. Outras tecnologias também auxiliaram no atendimento mais ágil aos passageiros. Além do canal telefônico popular 3262-6262, o aplicativo Táxi 62 passou a realizar atendimento automatizado por mensagens via WhatsApp. A frota evoluiu e ficou mais diversificada. Se antes os primeiros carros eram Fuscas e Corcéis, hoje a associação também conta com veículos elétricos e 70 carros de luxo descaracterizados para o serviço de táxi executivo Black62. Willian Castanha, presidente da Rádiotáxi Faixa Vermelha, taxista há 20 anos, conta que diferenciais em relação aos app de carona dão continuidade ao serviço tradicional. “O cliente confia a nós sua família, seus pertences, sua pontualidade nos compromissos. E nossa rede de motoristas experientes e qualificados nunca decepciona”, esclarece. Frota atualizada da Radiotáxi Faixa Vermelha. Fotos: divulgação.Histórias que atravessam gerações e fortalecem a marca Cliente da Faixa Vermelha desde os 13 anos e idade, o empresário curitibano Marcelo Almeida conta que nunca chegou a usar nenhum outro serviço de transporte individual em Curitiba além do táxi. “Desde o início, eu conhecia os motoristas pelo nome, sabia quem ia me buscar. E é assim até hoje. Isso criou um vínculo que não se perde. Estou com quase 60 anos e ando mais de táxi do que com carro próprio”, relata. Almeida conta que acumulou histórias com diferentes profissionais e personagens da central de táxi. “Para mim, o táxi da central transmite segurança e profissionalismo. Se eu precisar mandar um filho, transportar algo importante ou resolver qualquer situação, eu sei que posso contar com eles”, afirma. Proprietário de uma casa de pães e confeitaria artesanal, o empresário conta que só usa os táxis da Faixa Vermelha para enviar encomendas das lojas da rede. A conexão entre as marcas tem uma inusitada coincidência: o terreno onde hoje funciona a primeira unidade da empresa, no Bigorrilho, abrigava, no passado, uma fábrica de taxímetros. Denominação de Origem Conheça o mel raro do interior do Paraná que nasce de floradas especiais e tem sabor suave Imigração Curitiba é a nova Miami: capital paranaense é a que mais recebe cubanos do Brasil Paixão compartilhada Futebol ajuda imigrantes venezuelanos a reconstruir vínculos em Curitiba Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google