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Nacional

Programa do Ministério detalha funcionamento do Gás do Povo. Ouça o podcast

30 de janeiro de 2026
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No episódio do Fala MDS desta sexta-feira (30.01), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) detalhou as diretrizes do Programa Gás do Povo. A iniciativa visa garantir a recarga gratuita do botijão de 13 kg para a população de baixa renda, inscrita no Cadastro Único. A gestão do programa cabe à nova pasta do MDS, a Secretaria Nacional de Integração e Articulação de Plataformas Sociais Eletrônicas (Sinapse).
O programa está estruturado em três pilares: o ajuste de preços regionais, a abrangência das revendedoras cadastradas e a equidade no atendimento. O primeiro pilar trata das variações de preço em um país de dimensões continentais, como o Brasil. “Cada estado tem uma média de preço que a recarga do gás é feita. Então, a gente tem uma amplitude grande de preço. E agora, cada estado que a família mora vai ter a sua própria média, garantindo melhor acesso a essa a recarga”, explica a secretária da Sinapse, Analúcia Alonso, entrevistada deste episódio do Fala MDS.
Outro ponto de destaque do Gás do Povo é o combate à chamada pobreza energética, que é a incapacidade de famílias vulneráveis manterem o fornecimento de energia limpa para cocção. A secretária ressaltou que o programa pretende evitar que pessoas recorram a métodos arcaicos e perigosos, como a lenha ou o álcool. “Há uma estimativa de que ainda 12 milhões de brasileiros não conseguem fazer a recarga [do gás de cozinhas] a tempo de suprir suas necessidades básicas”, apontou Analúcia.
A implementação do Gás do Povo segue um cronograma gradual, que começou em novembro de 2025 com projetos-piloto em dez capitais. No dia 26 de janeiro deste ano, o Gás do Povo chegou a todas as capitais do país. O MDS estima que o programa atinja a capacidade total em março, quando vai funcionar em todos os 5.571 municípios brasileiros e deve atender 15 milhões de famílias.
Diferente do antigo Auxílio Gás, o Gás do Povo utiliza a tecnologia para garantir a gratuidade direta por meio de um vale digital. A secretária destacou a autonomia do cidadão nesse processo: “O beneficiário é autônomo, ou seja, ele próprio vai até a revenda, mostra o seu CPF e ao colocar a informação na máquina de operação ele recebe um token no celular para validar a troca”, ensinou. No podcast, Analúcia sugeriu as opções para quem não têm celular.
A composição familiar determina a frequência das recargas. Famílias numerosas têm direito a mais recargas ao longo do ano. “O sistema foi desenhado para ser justo com o consumo real. Famílias que tenham quatro pessoas ou mais têm um vale a cada dois meses e famílias com duas ou três pessoas contam com quatro recargas por ano”.
Para participar, as famílias devem manter os dados atualizados no CadÚnico. Analúcia enfatizou a importância da regularidade cadastral para evitar exclusões. “Estar no Cadastro Único com o endereço atualizado, com as famílias que pertencem a esse núcleo organizadas em menos de dois anos é essencial para a elegibilidade no programa”, enfatizou.
Analúcia Alonso reforçou, ainda, o impacto social e ambiental trazida pelo Gás do Povo. A secretária citou um exemplo: “O gás não dá até o segundo mês e aí a família precisa alçar outras formas, como a lenha. Ela fica queimando muito tempo para poder conseguir cozinhar. E essa fuligem, esse trato com a lenha traz queimadura e intoxicação”.

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