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Obra milionária, Moegão entra na fase final no Porto de Paranaguá

6 de fevereiro de 2026
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O Porto de Paranaguá entra na reta final para entregar o novo Moegão, que atinge 82,14% de execução e deve iniciar os testes das operações no mês de março. A estrutura impacta uma área de quase 600 mil metros quadrados para melhorar a logística ferroviária interligada ao transporte portuário. O investimento é da empresa Portos Paraná, que administra os portos paranaenses de Paranaguá e Antonina, e soma R$ 658 milhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Moegão funciona como um gigantesco funil tecnológico para o recebimento e transferência de soja, milho e farelo. Os cálculos dão conta de que, quando operar plenamente, a unidade receberá 24 milhões de toneladas de grãos por ano. A produtividade estimada é de saltar dos atuais 550 vagões diários para 900 vagões, permitindo a movimentação de até 68 mil toneladas de produtos a cada 24 horas. “O Moegão vai revolucionar a logística ferroviária do Paraná e beneficiar a comunidade”, aposta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Empresas que usam o porto de Paranaguá começaram a contratar a interligação ao eixo principal do Moegão. É o caso da cooperativa Cotriguaçu. “Visamos maximizar o recebimento ferroviário, onde fica, na nossa visão técnica, a grande evolução do corredor de exportação, gerando um aumento de descarga ferroviária”, afirma o gerente da empresa, Rodrigo Buffara, representante da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). Porto de Paranaguá pretende ampliar em 63% a capacidade de descarregamento de trens A engenharia introduz uma via férrea em formato circular ou de laço que permite o descarregamento simultâneo de até 180 vagões em três linhas independentes, com capacidade de 2 mil toneladas por hora. O processo elimina o desmembramento do trem: os vagões despejam a carga em funis no subsolo, que segue por correias transportadoras e elevadores de canecas até as linhas aéreas. De acordo com o projeto da administração dos portos paranaenses, este avanço representaria um aumento imediato de 63% na capacidade operacional, com redução em 73% da emissão de CO2. O Moegão planeja elevar a participação do modal ferroviário de 15% para 50% nos próximos anos, o que promete uma economia de 30% nos custos de transporte. O projeto prepara o porto para a demanda da Nova Ferroeste, projeto para uma ferrovia de 1.304 quilômetros que ligará Maracaju (MS) a Paranaguá — que ainda não começou a sair do papel. O traçado aguarda licenciamento ambiental e definições para leilão. São previstos ramais entre Cascavel, Foz do Iguaçu e Chapecó (SC). As atuais 16 interseções férreas na cidade cairão para apenas cinco. O trem, que hoje corta 27 vias no lado leste, passará por apenas cinco pontos e sem a necessidade de manobras internas, fluindo continuamente. Concessão do Canal de Paranaguá viabiliza R$ 4,4 bilhões em investimentos O Moegão não é uma estrutura isolada. O projeto integra um conjunto de obras e investimentos que estão transformando o Porto de Paranaguá. Enquanto as obras em terra avançam, o consórcio belga-brasileiro Canal Galheta Dragagem assume a gestão do canal de acesso de Paranaguá por 25 anos. O leilão foi realizado em outubro do ano passado, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O plano prevê R$ 1,22 bilhão em investimentos nos primeiros cinco anos para ampliar o calado, permitindo que navios saltem de 78 mil para 125 mil toneladas de capacidade. O porto vai ganhar também um píer em “T” com quatro novos berços, investimento de R$ 2,2 bilhões, sendo 1 bilhão a ser aportado pelo governo do estado na segunda fase dos trabalhos. Em 2025, o pátio público de triagem do porto de Paranaguá atingiu recordes históricos, ao receber 507.915 caminhões, um aumento de 29,5% sobre 2024. O local de 330 mil m² registrou seu pico diário entre 21 e 22 de julho, com a passagem de 2.523 veículos. A soja em grão liderou o movimento (61%), seguida por farelo e milho. Leia o texto original na Gazeta do Povo. Fique atento! Até especialistas caíram: o detalhe no boleto do IPVA que rouba seu dinheiro Mercado imobiliário Adeus, preços baixos? Esta região do Paraná virou a nova ‘mina de ouro’ Rango Barateza! O segredo de Curitiba: como uma receita de família virou um império do afeto Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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