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Brasileiro trabalha 3 anos por ingresso da Copa que alemão compra em 4 meses

10 de julho de 2026
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O trabalhador brasileiro que recebe um salário mínimo precisaria trabalhar mais de três anos para comprar um ingresso premium da final da Copa do Mundo 2026. O cálculo considera o acúmulo integral da renda, sem nenhum gasto. Já um trabalhador alemão precisaria de apenas quatro meses. O levantamento é do Instituto Millenium e considera o valor do ingresso estimado em cerca de US$ 10 mil. As informações são da Gazeta do Povo. Para comprar o bilhete, o trabalhador brasileiro que recebe um salário mínimo de US$ 270 teria que acumular o equivalente a 37 salários. Na França, o salário mínimo equivale a US$ 1.950, e o trabalhador precisaria de cinco meses. Na Alemanha, onde o salário chega a US$ 2.350, seriam necessários quatro meses de trabalho. Ricardo Gomes, CEO do instituto, explica que a diferença no poder de compra entre os países aponta para um dos principais desafios econômicos brasileiros: elevar a produtividade. Os salários refletem o valor que cada trabalhador consegue gerar. Países como a Alemanha conseguem pagar salários mais altos porque produzem mais por hora trabalhada, utilizam mais capital, tecnologia e conhecimento, e operam em um ambiente regulatório mais eficiente. O trabalhador mexicano é o que mais se aproxima do brasileiro. Com um salário mínimo de US$ 420, ele teria que trabalhar dois anos para adquirir o ingresso. Os trabalhadores americanos precisariam de oito meses, considerando o salário mínimo mensal de US$ 1.257. O professor do Ibmec Claudio Shikida argumenta que a melhora da produtividade permite aumentos salariais sem gerar pressões inflacionárias. Segundo ele, o brasileiro precisa trabalhar mais horas para obter o mesmo produto que um norueguês. Para Shikida, o governo federal tem feito muito pouco para melhorar o ambiente de negócios e a qualidade da educação básica no Brasil. Gomes avalia que o caminho para elevar a produtividade passa por garantir educação de qualidade e melhor qualificação profissional. O CEO do instituto também defende a necessidade de assegurar segurança jurídica, leis trabalhistas mais modernas, abertura econômica, inovação, infraestrutura e um ambiente de negócios que permita às empresas investir mais e produzir melhor. Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região! Seguir no Google

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